As instalações da empresa Águas do Alto Minho (AdAM), em Caminha, foram vandalizadas durante a noite de sexta-feira. O espaço foi grafitado a vermelho com insultos relacionados com os preços praticados pela empresa que faz a gestão das redes de água em baixa e de saneamento do Alto Minho.
A imagem foi publicada esta manhã pela vereadora do PSD, Liliana Silva. “Lamentável e fortemente censurável. Não é assim que se demonstra indignação”, escreve na sua página de Facebook.
Na mesma publicação, a vereadora apela a que a população se manifeste contra a AdAM colocando “lenços brancos nas portas ou nas varandas”.
A empresa – a operar desde janeiro nos municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira – tem recebido várias queixas dos consumidores devido aos preços praticados e também por causa de erros de faturação.
Uma petição online lançada a 12 de março pede a “revogação do contrato” de concessão do serviço e o fim da Águas do Alto Minho, face “ao aumento exponencial” dos valores faturados pela empresa. Segundo o texto da petição, que já conta com mais de 7.500 assinaturas, é solicitado que a gestão volte para as autarquias, “com isso regressando aos valores faturados” até dezembro de 2019.
A Câmara de Vila Nova de Cerveira anunciou a criação de um balcão, com abertura prevista para segunda-feira, que se destina a ajudar os munícipes a resolver reclamações em relação às faturas da água.
Em comunicado, o município justificou a medida com “as inúmeras irregularidades e inconformidades” das faturas de janeiro e que se estão a repetir em fevereiro, apontando que “as instalações da AdAM, sitas em Vila Nova de Cerveira, se encontram encerradas e as chamadas telefónicas não são atendidas”.
Notícia atualizada às 12h06










