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Câmara de Cerveira cria balcão para resolver reclamações sobre faturas da água

A Câmara de Vila Nova de Cerveira vai abrir na segunda-feira um balcão de apoio que se destina a ajudar os munícipes a resolver reclamações em relação às faturas da água. Uma medida que surge devido à falta de resposta por parte da empresa Águas do Alto Minho (AdAM), que desde janeiro faz a gestão das redes de água em baixa e de saneamento neste concelho.

Em comunicado, a autarquia justifica a criação do balcão com “as inúmeras irregularidades e inconformidades” das faturas de janeiro e que se estão a repetir em fevereiro, apontando ainda que “as instalações da AdAM, sitas em Vila Nova de Cerveira, se encontram encerradas e as chamadas telefónicas não são atendidas”.

“No seguimento de diligências efetuadas junto da AdAM, que até ao momento não obtiveram o resultado esperado, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira decidiu criar, a partir de segunda-feira, dia 20 de abril, um Balcão de Apoio Presencial, no edifício dos Paços do Concelho, que se destina a dar apoio aos munícipes a apresentar as sua reclamações”, informa o município, acrescentando que, caso se justifique, seguir-se-ão outras medidas que a Câmara Municipal considere necessárias.

A autarquia explica ainda que o balcão de apoio “destina-se aos munícipes que não possam concretizar a reclamação referente à sua fatura pelos meios eletrónicos disponíveis”, nomeadamente através do e-mail da Águas do Alto Minho.

A AdAM tem recebido várias queixas dos consumidores devido aos preços praticados pela empresa e também por causa de erros de faturação.

A empresa, que começou a operar há quatro meses, é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Uma petição online lançada a 12 de março, por um movimento constituído por residentes de sete concelhos do distrito de Viana do Castelo, pede a “revogação do contrato” de concessão do serviço e o fim da Águas do Alto Minho, face “ao aumento exponencial” dos valores faturados pela empresa. 

Segundo o texto da petição, que já conta com mais de 7.400 assinaturas, é ainda solicitado que a gestão volte para as autarquias, “com isso regressando aos valores faturados” até dezembro de 2019.

Notícia atualizada às 10h58