A edição de 2026 do “Essência do Minho” decorreu ontem, 25 de fevereiro, em Lisboa, reunindo representantes institucionais, empresários e personalidades com raízes na região. A iniciativa voltou a afirmar-se como um momento de promoção e valorização do território minhoto, com particular destaque para o papel do Alto Minho no reforço da coesão intermunicipal.
O evento evidenciou o trabalho desenvolvido no âmbito do Consórcio das Comunidades Intermunicipais do Minho e sublinhou os laços de cooperação e amizade que unem os diferentes territórios. A marca Amar o Minho assumiu protagonismo num momento institucional e promocional que procurou consolidar a identidade comum da região na capital.
Entre os presentes estiveram membros do Governo, como o Ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, e o Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, bem como o presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Luís Pedro Martins, deputados à Assembleia da República e representantes de autarquias locais.
O presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), António Barbosa, destacou o significado da presença minhota em Lisboa, sublinhando que a identidade da região se constrói no quotidiano.
“O Minho é mais que identidade. É aquilo que fazemos diariamente, a forma como sentimos e vivemos o território e como o trazemos até à capital. Em Lisboa encontramos restaurantes de conterrâneos que valorizam os nossos produtos e, sobretudo, as nossas gentes e a nossa forma de ser”, afirmou.
A intervenção colocou o Alto Minho no centro da estratégia de afirmação territorial, evidenciando o papel das comunidades locais e da diáspora na promoção da região fora das suas fronteiras.
Também o presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Cávado, Mário Constantino, salientou a força de trabalho e o investimento em ciência e tecnologia como pilares da competitividade empresarial minhota, com reflexo na capacidade exportadora do território.
Segundo o responsável, o consórcio intermunicipal assenta em bases sólidas, sustentadas por uma identidade comum que se manifesta na gastronomia, no dinamismo social e no espírito empreendedor.
Por sua vez, o vice-presidente do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Ave, Bruno Ferreira — entidade líder do Consórcio Minho In — apontou como principal desafio a afirmação do Minho enquanto “pulmão verde” de Portugal. Defendeu a continuidade da estratégia Minho In 3.0, orientada para a redução de assimetrias, promoção da coesão territorial e criação de valor, investimento e bem-estar para as populações.
Na sua intervenção, o Ministro José Manuel Fernandes destacou a diversidade concentrada no território minhoto, referindo a coexistência de mar, montanha e património natural, como o Parque Nacional da Peneda-Gerês, bem como a riqueza gastronómica e os produtos endógenos.
Entre os exemplos apontados estiveram o vinho verde e as raças autóctones, como a cachena e a barrosã, além do turismo religioso associado aos santuários da região. O governante salientou ainda o caráter diferenciador do povo minhoto, tanto no território como na diáspora, defendendo a importância da união entre os diversos agentes regionais.
O “Essência do Minho” reafirmou-se, assim, como uma iniciativa de promoção integrada do território, apostando na valorização do Minho enquanto destino autêntico e diferenciador.
A edição de 2026 destacou a coesão institucional e a capacidade de articulação entre comunidades intermunicipais, com o Alto Minho a assumir um papel central na afirmação conjunta da região.
Fotos: Alma Rural








