A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira aprovou esta quinta-feira, por maioria, as Grandes Opções do Plano e o Orçamento Municipal para 2026, no valor de 29,9 milhões de euros. O montante representa um aumento de 12,6% face ao orçamento de 2025, crescimento que resulta sobretudo da execução de projetos financiados pelo PT2030, PRR e outros programas comunitários.
O executivo municipal define para 2026 um conjunto de prioridades assentes em seis princípios — realismo, responsabilidade, rigor, credibilidade, compromisso e continuidade — sublinhando a necessidade de prudência num contexto internacional incerto. A autarquia garante que o documento “não contempla receitas virtuais” nem medidas que possam aumentar artificialmente a despesa ou o endividamento.
O presidente da Câmara, Rui Teixeira, afirma que o orçamento mantém “o foco nas pessoas e na coesão territorial”, articulando políticas destinadas ao desenvolvimento sustentável, atração de investimento, crescimento do turismo e melhoria dos serviços públicos. O autarca destaca ainda o objetivo de reforçar emprego, rendimento e fixação de população em todo o território.
A visão estratégica do município para o período 2025-2029 organiza-se em cinco agendas prioritárias: Cerveira Inclusiva, Cerveira Inovadora, Cerveira Igualitária, Cerveira Ecológica e Cerveira Equitativa. Entre os principais investimentos previstos para 2026 incluem-se 5,7 milhões de euros no programa de habitação 1.º Direito, 1,2 milhões na requalificação do Mercado Municipal e um milhão para beneficiação do património municipal. A autarquia prevê ainda intervenções na área da saúde, educação, saneamento, vias municipais, eficiência energética e desporto.
O ano ficará igualmente marcado pela realização da XXIV Bienal de Arte de Cerveira, reforçando a projeção cultural do concelho. A autarquia lembra que Vila Nova de Cerveira tem sido distinguida pela sua gestão financeira, ocupando em 2024 o 35.º lugar no ranking nacional dos municípios de pequena dimensão e mantendo-se como o mais eficaz e eficiente financeiramente do Alto Minho.










