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Cerveira corta trânsito na frente ribeirinha por risco de cheia do rio Minho

A Câmara de Vila Nova de Cerveira cortou hoje o trânsito na Avenida dos Pescadores, entre a entrada para a piscina municipal e o cais do rio Minho, por risco de cheias do curso de água internacional, foi hoje anunciado.


Na publicação na sua página oficial no Facebook, autarquia do distrito de Viana do Castelo apela “à compreensão e ao bom senso de todos”.

No distrito de Viana do Castelo, mais a norte, em Monção, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários, José Passos, nos últimos dias o rio Minho já tinha galgado as margens.

José Passos disse que na manhã de hoje o rio “avançou cerca de três metros, inundando a área de estacionamento do parque das Caldas e, cerca das 14:30, a água chegava ao muro do bar que existe naquela zona”.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Monção admitiu que “a situação possa vir a agravar-se se a barragem de Frieira, na Galiza, aumentar o nível das descargas”.
“Às 12:29 fomos informados que a barragem estava a debitar 2.390 metros cúbicos por segundo”, especificou.

No vale do Lima, o rio Lima “está mais tranquilo”, disse o Comandante dos Bombeiros Voluntários, Carlos Lima, adiantando que o caudal mantém-se na zona do areal e que aí deverá permanecer, uma vez que está prevista a redução da chuva persistente.

Carlos Lima disse que a barragem de Touvedo não está a fazer descargas porque “ainda tem boa capacidade de encaixa. Está com 80% da sua capacidade total”, especificou.
Em Ponte da Barca, segundo o comandante Carlos Veloso, a situação também se mantém inalterada, com água na zona do Choupal e Campo da Feira.

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves referiu que o rio Vez corre mais cheio, mas sem galgar as margens.

Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.