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Câmara de Cerveira cancela relações comerciais com Santander após anúncio de encerramento

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira anunciou esta segunda-feira o fim de relações comerciais com o Banco Santander Totta, manifestando o seu descontentamento com o encerramento do balcão no concelho.

“Perante o encerramento agora anunciado e irreversível, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira vai aplicar o mesmo procedimento efetuado aquando da decisão do Millennium-BCP, ou seja, descontinuou todas as relações comerciais até aqui estabelecidas, privilegiando as duas instituições bancárias que mantém balcões físicos no concelho”, refere um comunicado enviado às redações.

Na nota, Fernando Nogueira explica que a “decisão unilateral” de encerramento do balcão em Vila Nova de Cerveira, no dia 20 de novembro, foi anunciada “através do envio de notificações aos clientes”.

“Em setembro, quando surgiram os primeiros rumores neste sentido, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, na minha pessoa, solicitou de imediato uma reunião à administração daquela instituição bancária que, por sua vez, garantiu que, naquele momento, não existia motivo para preocupações”, afirma o autarca no comunicado.

O presidente da autarquia adianta que “foram apresentados argumentos bem explícitos que sustentavam a manutenção desta dependência bancária no concelho de Vila Nova de Cerveira”.

“Somos o 13º município mais exportador da região Norte (num total de 86 municípios) e o 2º do Alto Minho, com um volume de exportações de 700 milhões de euros em 2019; iniciamos o ano de 2020 com valores de exportações muito significativos de 174.5 milhões de euros, sendo o 1º no distrito; temos o 2º melhor rendimento per capita do distrito; registamos o mais significativo aumento populacional dos 10 concelhos do distrito, com uma variação percentual positiva, entre 2018 e 2019. Argumentos que, no entanto, não foram suficientes para que a administração do Santander Totta reconsiderasse esta decisão unilateral que, neste contexto, para um leigo, pode ser encarada como má gestão”, sustenta Fernando Nogueira.

Segundo o município, os bancos “são entidades privadas e que não fazem serviço público”, mas “mesmo assim devem perseguir objetivos sociais”.

“As instituições bancárias estão a proceder a otimizações de recursos e a encerrar vários balcões pelo país, mas não se pode descurar a realidade específica dos territórios e as necessidades das pessoas mais idosas, sem possibilidades de efetuar as suas transações via internet ou de realizar deslocações devido ao peso no orçamento familiar”, acrescenta.