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Vila Nova de Cerveira recupera exportações em maio mas continuam abaixo de 2019

As exportações do concelho de Vila Nova de Cerveira voltaram a ganhar algum fôlego, recuperando em maio da quebra sentida no início do segundo trimestre deste ano. 

O município acompanhou a tendência da região Norte, após o impacto do confinamento na economia. De acordo com o Norte Conjuntura, o boletim trimestral da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N), as exportações da região “dispararam em 95% entre abril e julho de 2020, atingindo o valor de 2.040 milhões de euros e superando o crescimento da média nacional (em torno de 71%)”.

No Alto Minho, após uma redução de 66.2% no período compreendido entre janeiro e abril, em grande medida devido à descida das exportações de material de transporte (-90%), as exportações obtiveram um aumento de 183.9%, entre abril e julho, revelando que, após o confinamento obrigatório, as empresas alto-minhotas mantiveram a sua capacidade produtiva, com as exportações do material de transporte a registarem um crescimento de 733.7%.

No caso específico de Vila Nova de Cerveira, o ano de 2020 começou com valores de exportações superiores aos últimos trimestres do ano anterior. Nos primeiros três meses deste ano, o concelho registou 174,5 milhões de euros, comparativamente com os 151,6 milhões de euros do terceiro trimestre de 2019 e os 177,1 milhões de euros do quarto trimestre de 2019. No entanto, o impacto da pandemia de Covid-19 fez-se sentir, com o segundo trimestre a registar 76,9 milhões de euros.

Os primeiros sinais de retoma foram registados nos meses de maio e de junho, com um crescimento nas exportações de bens na ordem dos 342.8%. Vila Nova de Cerveira é o 13º município mais exportador da região Norte (entre um total de 86 municípios), e o segundo do Alto Minho, tendo exportado, 694.3 milhões de euros, em 2018, e 727.6 milhões de euros, em 2019.

No que diz respeito à manutenção de postos de trabalho, Vila Nova de Cerveira apresenta-se como um dos 14 municípios “mais resilientes” da região Norte, tendo conseguido diminuir o desemprego, de forma sucessiva, nos meses de junho e julho. O número de desempregados cresceu entre fevereiro e maio, período a que se seguiu uma diminuição em junho (6,2%) e julho (3,3%).