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José Albano diz que incêndio no passadiço em Cevide está sob investigação: “É um pouco estranho”

Um incêndio florestal ocorrido no passado dia 10 de junho danificou parte do passadiço em madeira que dá acesso ao marco de fronteira n.º 1, em Cevide, Cristóval, no concelho de Melgaço, o ponto mais a norte de Portugal. As autoridades estão agora a investigar a origem do fogo, depois de terem sido identificadas circunstâncias consideradas invulgares no local.

“Estão a ser feitas investigações quanto à origem do incêndio, que é um pouco estranho”, afirma José Albano Domingues, em declarações à Altominho TV.

Segundo  o presidente da Câmara de Melgaço, o facto de o passadiço ter ardido em dois pontos distintos, mantendo-se uma secção intermédia intacta, levanta dúvidas sobre a forma como as chamas se propagaram.
 
“O passadiço ardeu em dois pontos, havendo uma parte intacta que não foi afetada pelo meio, o que se torna estranho. As autoridades competentes estão a tentar apurar”, frisa o autarca.
 
O incêndio terá tido origem numa queima realizada num terreno agrícola nas imediações. As chamas acabaram por se alastrar à estrutura em madeira que liga a aldeia de Cevide ao emblemático marco fronteiriço.
 
José Albano Domingues garantiu que a autarquia irá avançar com a recuperação da estrutura, apesar das limitações financeiras do município.
 
“O passadiço e o marco n.º 1 são ícones de Melgaço, que atraem milhares de pessoas. Apesar da condição financeira do município não ser a melhor, teremos de fazer um esforço para recuperar este património”, acrescenta.
 
Também Mário Monteiro, conhecido impulsionador da aldeia de Cevide, lamentou os danos causados pelo incêndio.
 
“Foi uma perda muito grande porque era o acesso ao marco n.º 1. É a bandeira de Cevide”, diz à Altominho TV.
 
O acesso ao marco de fronteira encontra-se agora condicionado, enquanto decorrem as avaliações aos estragos e os trabalhos preparatórios para a recuperação da infraestrutura.
 
Foto: JF Cristóval