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Space Festival de música experimental arranca em Paredes de Coura e prossegue por cinco concelhos

O festival itinerante de música experimental Space Festival começa na quarta-feira em Paredes de Coura e vai percorrer, até dia 15, mais cinco concelhos do país com propostas nacionais e internacionais.

Depois de Paredes de Coura, na quarta e quinta-feira o percurso itinerante do evento vai passar por Caminha (sexta-feira e sábado), Valença (dias 08 e 09) e Arcos de Valdevez (10 e 11), todos concelhos do distrito de Viana do Castelo

No dia 12, o festival chega a Mondim de Basto, distrito de Vila Real, e termina em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, com três dias de concertos (13,14 e 15). 

A programação inclui, em Paredes de Coura, a prestação do projeto IT DEEL IV, que reúne Joana Guerra, Maria do Mar, Romke Kleefstra e Jan Kleefstra, “cruzando poesia e música, explorando a relação entre o ser humano e a natureza”.

Segundo a organização, “o cruzamento entre música, poesia e ‘performance’ marcam a proposta HARPOEMACTO, projeto de Angélica Salvi (harpa) e de Nuno Pinto (voz e poemas)”, em Montemor-o-Velho, enquanto o trompetista e improvisador português Luís Vicente, o baterista Vasco Trilla e o contrabaixista britânico John Edwards se juntam para um concerto de ‘free jazz’ e improvisação, em Arcos de Valdevez.

O projeto EUPNEA, ensemble de vozes e flautas liderado pela cantora e compositora portuguesa Vera Morais, a quem se junta Teresa Costa, Sarah van Eijk, Līva Dumpe e Ketija Ringa-Karahona, é outra das propostas do cartaz deste ano, com apresentação em Montemor-o-Velho.

Já Sonic Figures Project: Diagrama, do compositor, investigador e músico Hugo Vasco Reis, junta Trevor McTait, na viola d’arco, e Miquel Bernat, na percussão, num ensemble que é também um projeto de investigação artística.

O duo Arianna Casellas e Kauê Gindri também faz parte desta edição, apresentando o projeto Montes no qual combinam voz, violoncelo amplificado, guitarra elétrica e sopros.

O “multi-instrumentista Luís Bettencourt regressa ao festival com Arquiteturas da Água, uma ‘performance’ transdisciplinar que usa a água como matéria criativa, explorando as suas possibilidades sonoras, performativas e visuais”.

A “trompetista, improvisadora e compositora portuguesa Susana Santos Silva, radicada em Estocolmo e reconhecida pela crítica como uma das mais interessantes improvisadoras do mundo, também se junta a esta edição”, salientou a organização.

Já o Space Ensemble vai estrear “Animações da Estónia, uma criação inspirada no cinema de animação estónio, acompanhado pela música experimental e improvisada que caracteriza o trabalho deste projeto”.

A estas propostas junta-se a Orquestra Sinfonietta de Braga, que convida Samuel Martins Coelho para “Manifesto para o Bem Comum”.

O festival dá ainda espaço a projetos emergentes como Coisa Mansa, banda instrumental de Viana do Castelo formada por David Gigante, Rafael Moreira, Tiago Esteves e Rodrigo Moreira.

O Space Festival é organizado pela Associação Cultural Rock’n’Cave, em parceria com o Space Ensemble, contando com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes e de vários parceiros locais.

Fotografia: DR