Produtores de milho do Alto Minho estão a alertar para os danos provocados pela lagarta-do-cartucho, uma praga que está a afetar várias explorações agrícolas da região e que poderá causar prejuízos significativos caso a situação se mantenha nas próximas semanas.
No concelho de Valença, em particular na freguesia de Cerdal, agricultores relatam ataques intensos às plantações de milho, com danos visíveis nas folhas e no desenvolvimento das plantas. É o caso de José Sousa, de 33 anos, que estima perdas superiores a 50% da produção caso a praga continue a alastrar sem um controlo eficaz.
Além de Valença, há também registos da presença da lagarta-do-cartucho em explorações agrícolas dos concelhos de Paredes de Coura e Ponte de Lima, aumentando a preocupação entre os agricultores da região.
O combate a esta praga está a revelar-se particularmente exigente, tanto do ponto de vista operacional como financeiro. Os produtores referem que os tratamentos implicam custos elevados, associados à aquisição de produtos fitofarmacêuticos e à mão de obra necessária para a sua aplicação.
Em muitos casos, a aplicação dos tratamentos está a ser efetuada manualmente, uma vez que as características dos terrenos e o estado das culturas dificultam a utilização de meios mecanizados. Esta situação agrava os encargos dos agricultores e aumenta o tempo necessário para tentar travar a propagação da praga.
“Só para meio hectare gasto cerca de oito frascos e cada um custa cerca de 15 euros. Vou ver se está a resultar”, afirma José Sousa à Altominho TV.
“Se não resultar, ficamos com o prejuízo e vamos ver-nos atrapalhados. A minha sorte é que tenho produções separadas, mas tenho vizinhos que têm tudo junto”, acrescenta.
A lagarta-do-cartucho é considerada uma das principais ameaças à cultura do milho. Alimenta-se das folhas e do interior das plantas, comprometendo o seu crescimento e podendo reduzir significativamente a produtividade das explorações agrícolas.
Perante o avanço da praga, os agricultores apelam a uma monitorização contínua das culturas e ao reforço do apoio técnico no terreno, de forma a minimizar os prejuízos e proteger uma das culturas agrícolas mais importantes da região.
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