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Ministra da Agricultura alerta “se recebeu sementes asiáticas pelo correio, não as plante nem deite no lixo”

A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, apelou esta quarta-feira a que os pacotes de sementes de países asiáticos que estão a chegar pelo correio sejam entregues às entidades competentes, de forma a proteger “culturas e cidadãos”.

Pedimos que as entreguem nas direções regionais de Agricultura e Pescas ou que as enviem para as delegações da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária”, disse a ministra esta quarta-feira.

A governante pediu às pessoas que “não abram, não semeiem e não coloquem no lixo” estas sementes, “porque podem estar contaminadas e podem vir a trazer situações graves” como a da pandemia de covid-19.

Segundo Maria do Céu Antunes, esta “não é uma situação que seja exclusiva” de Portugal, verificando-se também nos Estados Unidos da Europa e noutros países da Europa.

Chegam às caixas de correio das pessoas umas embalagens que não dizem que são sementes, algumas falam em bijuterias”, contou.

O Ministério da Agricultura já tinha alertado na terça-feira para esta situação, explicando que, para além das sementes de várias espécies, as embalagens podem conter solo, larvas mortas ou estruturas de fungos.

Segundo o ministério tutelado por Maria do Céu Antunes, as embalagens, cujo conteúdo não aparece especificado, também não são acompanhadas por um certificado fitossanitário que ateste as exigências do país, acarretando assim “sérios riscos do ponto de vista da sanidade vegetal, pela possibilidade de veicularem pragas e doenças ou ainda pelo perigo de se tratarem de espécies nocivas ou invasoras”.

Neste sentido, as sementes não devem ser semeadas ou colocadas no lixo, mas entregues num serviço regional da DGAV ou numa Direção Regional de Agricultura e Pescas.

“Caso não seja possível a entrega em mãos, agradece-se que estas sementes sejam enviadas, com a embalagem original, incluindo a etiqueta de expedição, para a DGAV (Campo Grande 50 – 1700-093 Lisboa), devendo ser indicado um contacto tendo em conta a eventual necessidade de recolha de esclarecimentos adicionais”, ressalvou o Governo.