A Plataforma Casa para Viver vai promover, no próximo dia 14 de novembro, uma manifestação na Praça da República, em Viana do Castelo, para exigir medidas concretas que garantam o direito à habitação e tornem o acesso a uma casa compatível com os rendimentos das famílias.
A iniciativa pretende alertar para as crescentes dificuldades no acesso à habitação, uma realidade que, segundo o movimento, também se faz sentir em Viana do Castelo, onde os preços das casas e das rendas representam uma preocupação cada vez maior para a população.
Entre as principais reivindicações da Plataforma Casa para Viver estão o aumento da oferta de habitação pública, através do investimento do Estado na construção, aquisição e reabilitação de imóveis, e a redução dos valores das rendas, de forma a evitar que os encargos habitacionais comprometam outras necessidades básicas das famílias.
O movimento defende ainda medidas de combate à especulação imobiliária, o reforço do investimento público no setor e uma maior proteção dos inquilinos, nomeadamente através da estabilidade dos contratos de arrendamento e da contenção dos aumentos das rendas.
Outra das preocupações passa pelo combate à pobreza habitacional e à exclusão social, procurando evitar que jovens, trabalhadores e famílias com menores rendimentos sejam afastados das cidades onde vivem e trabalham devido aos elevados custos da habitação.
A plataforma reivindica uma política habitacional centrada nas pessoas, que coloque o direito constitucional à habitação acima dos interesses especulativos e assegure respostas estruturais às necessidades da população.
Com esta manifestação, os promotores pretendem dar visibilidade às dificuldades enfrentadas por quem procura uma casa a preços acessíveis e pressionar as entidades responsáveis a adotar soluções concretas.
A Plataforma Casa para Viver apela à participação da população na concentração de 14 de novembro, defendendo que “a habitação é um direito, não um privilégio” e que são necessárias políticas públicas capazes de garantir condições de vida dignas para todos.











