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De acordo com os CTT as compras ‘online’ de particulares subiram “brutalmente”

O presidente executivo dos CTT, João Bento, disse hoje que o correio registou uma “quebra substancial” durante o primeiro mês de restrições devido à covid-19, mas as compras ‘online’ de particulares (B2C) subiram “brutalmente”.

Questionado sobre a atividade dos CTT no primeiro mês de restrições, devido à pandemia do novo coronavírus, o presidente executivo dos Correios de Portugal fez um pequeno balanço.

“Temos uma quebra substancial de correio, que inclui uma quebra” do que chega da China, “que tem alguma importância que ainda não sabemos quantificar”, avançou.

Isto porque “parte dessa queda é atraso, porque esse correio vem agora de barco em vez de vir de avião”, explicou o gestor.

No que respeita ao segmento B2C [compras dos consumidores às empresas], registou-se “uma subida muito substancial”, acrescentou.

No caso do B2B Expresso, é possível que suba e no que respeita ao B2C, “que subiu brutalmente, vai continuar a ser muito mais elevado do que era no passado”, uma vez que as pessoas “se habituaram mais a fazer compras ‘online'”.

Parte desta tendência “resulta do muito que temos feito no melhorar e facilitar as condições de adesão ao Dott [‘marketplace’ resultante da parceria entre CTT e Sonae]”, acrescentou.

João Bento adiantou que “entraram [no Dott] já nas últimas semanas, em crise, 130 novas empresas”.

Já nas iniciativas de lojas ‘online’ dos CTT, “nas primeiras quatro semanas já temos mais de 800 empresas a criar as suas lojas ou mesmo em atividade ou a vender”, apontou.