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Águas do Alto Minho reforça comunicação com clientes após encerramento de balcões

O presidente do conselho de administração da Águas do Alto Minho (AdAM) anunciou, esta quarta-feira, um plano para responder a problemas de comunicação com os clientes, causados pelo encerramento de oito postos de atendimento devido à pandemia de Covid-19.

Carlos Martins disse que o plano de ação foi delineado com os municípios e, como primeira medida, apontou a adjudicação de um serviço de ‘call center’ que irá operar com oito postos de atendimento telefónico.

O responsável esclareceu que, devido ao estado de emergência, a empresa foi “obrigada a encerrar, no dia 16 de março, os oito postos de atendimento” presencial que tem espalhados pelo distrito, o que levou “as pessoas a recorrerem muito aos contactos telefónicos, que não estavam dimensionados para uma situação desta natureza, e aos emails, através do correio eletrónico”.

Com “o apoio dos municípios, em particular o de Viana do Castelo, serão mobilizados mais recursos humanos”, e “adquiridos equipamentos telefónicos, para, ainda esta semana, reforçar o atendimento telefónico”, bem como a resposta “aos dois mil emails acumulados no correio eletrónico da empresa”.

Já “a empresa que fornece os serviços telefónicos irá enviar uma listagem dos números de telefone que não forem atendidos durante o período normal desse serviço, para que nas 48 horas seguintes esses clientes sejam contactados pela empresa”.

A partir da próxima terça-feira, “uma autorização especial do ministro do Ambiente, vai permitir abrir, a título excecional, algumas lojas, que estão a ser equipadas com material de proteção de funcionários e clientes”.

Carlos Martins adiantou que em breve a empresa tencionava avançar com a tarifa social, assim que estiverem identificados pelos municípios os potenciais beneficiários, e que está disponível a tarifa para famílias numerosas e que a empresa tem incentivado a Juntas de Freguesia a promoverem a sua divulgação.

No âmbito da sua responsabilidade social, a AdAM decidiu atribuir um subsídio de 20 mil euros para aquisição de equipamentos destinados aos serviços de saúde do Alto Minho.

Disse também que, apesar da contestação gerada nos primeiros quatro meses de funcionamento da empresa, nenhuma das setes autarquias que a integram colocaram em causa a sua permanência e que nenhum presidente de câmara ou vereador recebe salário por integrar os órgãos da AdMA.

“Eu próprio, como presidente não executivo, e a administradora não executiva não recebemos um cêntimo de salário das AdAM. O meu salário é o mesmo que recebo nas Águas de Portugal. Os únicos três vencimentos dos órgãos sociais são da administradora executiva e da presidente e da vogal do conselho fiscal”, clarificou.