O II Encontro de Investidores da Diáspora, que decorre até amanhã em Viana do Castelo, junta cerca de meio milhar de investidores portugueses vindos de todo o mundo.
Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo sublinhou que o Alto Minho tem “acarinhado os investimentos” e salientou o crescimento económico da região, terminando com um desafio para que se aprofunde o maior ativo: a língua portuguesa.
O autarca, que abriu a sessão do Encontro de Investidores da Diáspora juntamente com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, o Ministro da Economia e o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, salientou a importância do encontro e vincou que “os autarcas do Alto Minho têm acarinhado os investimentos dos nossos investidores da diáspora nos seus territórios”.
José Maria Costa aproveitou ainda o discurso para lembrar que o Alto Minho “conseguiu ser a segunda NUTS III da Região do Norte mais resiliente à crise internacional, com um crescimento médio anual de 0,7% entre 2008 e 2015, claramente superior aos -0,2% da Região do Norte e aos – 0,7% de Portugal”, apresenta uma balança comercial de bens com evolução muito favorável nos últimos anos (com níveis de exportações na ordem dos 1.600 M€), com saldos positivos cada vez mais favoráveis (na ordem dos 600 M€) e uma taxa de cobertura (161%) claramente superior à média nacional (82,3%), e que as “as exportações no Alto Minho cresceram 22% entre 2013 e 2015, ou seja, a um ritmo médio 1,7 vezes superior ao verificado na Região do Norte e mais de quatro vezes superior ao registado ao nível nacional”.
O também Presidente da CIM Alto Minho, concluiu com os dados do emprego, cujos indicadores “registaram igualmente uma evolução positiva com uma redução do número de desempregados entre 2013 e 2016 (-37%) ainda mais favorável do que a registada ao nível do Continente e da Região do Norte (-31%), continuando assim o Alto Minho a ser a NUTS III da Região do Norte com o menor indicador local de desemprego registado”.
“Mas a promoção da nossa língua, porventura o nosso maior ativo tem de ser aprofundado nos domínios da literatura, das artes, da economia, da música e do ensino”, concluiu, num desafio lançado aos governantes presentes no II Encontro de Investidores da Diáspora.










