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Futuro do infantário de Vilar de Mouros ainda está por decidir

A vereadora da Educação da Câmara de Caminha afirmou hoje que o encerramento do Jardim de Infância (JI) de Vilar de Mouros ainda está a ser ponderado pelo agrupamento de escolas.

“Ainda estão a ponderar [o centro escolar]. Não houve nenhuma nova inscrição, pelo que apurei junto do agrupamento. Temos aguardar pela decisão do agrupamento”, afirmou a vereadora Ana Rocha, no período de antes da ordem do dia da reunião de Câmara de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, em resposta a questões do PS.

Pais e mães de Vilar de Mouros estavam a 6 de julho à procura de três crianças para matricular até hoje e assim evitar o encerramento do infantário da freguesia, destacando, em declarações à Lusa, que oferecia cantina e transporte escolar gratuito.

A situação foi confirmada pelo presidente da Junta, sendo que a diretora da escola não quis falar sobre o assunto e a Lusa não conseguiu contactar o responsável do agrupamento de escolas.

Hoje, a vereadora da Educação disse que a autarquia acompanha “a preocupação dos encarregados de educação”, mas observou que “o cenário de poucos alunos” não é novo.

“Este ano, surgiu uma manifestação dos encarregados de educação, aos quais foi provavelmente dito que, com mais três alunos, seria possível manter o JI”.

A 8 de julho, a vereadora da Educação disse à Lusa que a Câmara não tinha indicações de que o JI Vilar de Mouros ia fechar no próximo ano letivo.

A responsável admitiu também algum “alarmismo infundado”.

“As orientações para o próximo ano letivo surgiram há bem pouco tempo e nelas é dada mais autonomia aos agrupamentos para a constituição de turmas com um número de alunos que pode ser, e certamente será, reduzido, como será o caso desta escola”, vincou.

A presidente da câmara, Liliana Silva, sublinhou hoje que “tudo o que podia ter sido feito pela autarquia e pela junta de freguesia foi feito”.

“Mas não posso deixar de lamentar que no dia 5 ou 6, quando as inscrições terminavam a 15, já se estivesse a levantar esta celeuma, quando isto é um problema anual”, vincou.

De acordo com Liliana Silva, a situação pode “ser contraproducente”, porque “um pai que tenha medo que uma escola vai fechar pode já nem inscrever o filho nesta escola”.

A 6 de julho, Filipa Fernandes, mãe de dois alunos, disse que, no fim do ano letivo, na festa de finalistas, havia 18 crianças (JI e EB) na escola da freguesia onde residem cerca de 730 pessoas, de acordo com o presidente da junta.

Atualmente, diz Filipa Fernandes, “na EB ficam cinco crianças e no JI só há sete inscritos, quando 10 é o número mínimo de crianças para abrir uma turma”, segundo as indicações dadas pela escola.

Fotografia: DR