A presidente da Câmara de Caminha disse, esta terça-feira, estar a trabalhar para que uma embarcação com capacidade para 50 a 60 pessoas faça a travessia do rio Minho até à Galiza, em Espanha, mantendo nos planos uma ponte internacional.
“O que faz parte dos meus planos é a construção de uma ponte internacional que ligue Caminha a La Guardia. Até termos a construção efetiva dessa ligação, temos que ter aqui um meio de transporte para o lado espanhol. É nisso também que estamos a trabalhar: numa embarcação para cerca de 50 a 60 pessoas”, observou Liliana Silva, em declarações aos jornalistas à margem da assinatura de um protocolo para uma Estação Salva-Vidas naquele concelho do distrito de Viana do Castelo.
A autarca reconheceu que a nova embarcação pode depender do desassoreamento do rio Minho, em “fase de estudos e candidatura a financiamentos”.
“Estaremos dependentes do desassoreamento, se bem que depende da embarcação que poderá vir para Caminha.
Se tiver um calado mais baixo, se calhar tem outras facilidades de navegação. Se for uma embarcação como o ‘ferry-boat’ [parado desde 2022], está completamente dependente do estado do rio e nós sabemos que, nestes últimos anos, tem agravado imenso”, disse.
O antigo ‘ferry-boat’ Santa Rita de Cássia é que “não vai voltar a funcionar”, garantiu Liliana Silva, explicando que o orçamento para o arranjo é de 1,4 milhões de euros, um valor “totalmente incomportável para as finanças” do concelho.
Questionada sobre o desassoreamento do rio, Liliana Silva indicou que “uma parte já vai avançar brevemente, junto ao pontão da Capitania”, até por “uma questão de segurança” da nova Estação Salva-Vidas.
“As informações que temos é que já está a avançar o estudo para se fazer o desassoreamento também da restante parte do rio Minho, que não são só as areias, são também as infestantes, um problema grave também no nosso rio”, afirmou.
Atualmente, há cinco pontes sobre o rio Minho a ligar o distrito de Viana do Castelo à Galiza, sendo que Caminha é único concelho do vale do Minho que depende do transporte fluvial para garantir a ligação à Galiza.
O ‘ferryboat’ Santa Rita de Cássia, de ligação entre Caminha a La Guardia, começou a cruzar o rio Minho em 1995, mas ao longo dos anos a travessia esteve várias vezes interrompida, em algumas situações por largos períodos, ou devido a avarias na embarcação ou pelo assoreamento do canal de navegação.
Em maio de 2022, a ligação foi interrompida devido a “problemas graves” no cais galego que impediam a atracação do ‘ferry’ na margem galega, mas resolvida essa questão o assoreamento do rio não permitiu que voltasse a funcionar.










