A presidente da Câmara de Caminha disse hoje que o desassoreamento do rio Minho deve ficar concluído em 2027 ou 2028, e defendeu a construção de uma marina no concelho.
“Esse procedimento vai avançar. Acredito que, mais um ano e meio, dois anos, e temos o rio já desassoreado”, afirmou Liliana Silva, em declarações aos jornalistas em Vila Praia de Âncora, no concelho de Caminha, onde assinou protocolos para o concelho acolher o Balcão Digital do Mar e a autarquia assumir o Edifício da Onda.
A presidente da Câmara de Caminha referiu que “foi dada a indicação, também através da Agência Portuguesa do Ambiente, de que está a avançar a candidatura para se fazer o desassoreamento da zona sul do rio Minho, na zona da Foz”.
“Aliás, já vão avançar, inclusive, com o desassoreamento junto ao pontão de atraque da Polícia Marítima, porque estavam com dificuldades, inclusive quando a maré está em baixo, em sair para socorrer alguém”, observou.
Questionada sobre o desassoreamento do rio, Liliana Silva indicou que “uma parte já vai avançar brevemente, junto ao pontão da Capitania”, até por “uma questão de segurança” da nova Estação Salva-Vidas.
Durante a cerimónia de hoje, a autarca eleita pela coligação PSD/CDS-PP/PPM defendeu a construção de uma marina na Foz do rio Minho.
“Uma marina que podia catapultar o concelho de Caminha e ser ponto obrigatório de paragem do turismo de recreio. Queremos ser uma referência e conseguiremos ter uma economia do mar pujante e transformadora”, vincou.
Em maio, quando questionada sobre o desassoreamento do rio Minho, Liliana Silva indicou que “uma parte vai avançar brevemente, junto ao pontão da Capitania”, até por “uma questão de segurança” da nova Estação Salva-Vidas, a instalar na Foz do rio Minho.
“As informações que temos é que já está a avançar o estudo para se fazer o desassoreamento também da restante parte do rio Minho, que não são só as areias, são também as infestantes, um problema grave também no nosso rio”, sustentou.
Atualmente, há cinco pontes sobre o rio Minho a ligar o distrito de Viana do Castelo à Galiza, sendo que Caminha é único concelho do vale do Minho que depende do transporte fluvial para garantir a ligação à Galiza, Espanha.
O ‘ferryboat’ Santa Rita de Cássia, de ligação entre Caminha a La Guardia, começou a cruzar o rio Minho em 1995, mas ao longo dos anos a travessia esteve várias vezes interrompida, em algumas situações por largos períodos, ou devido a avarias na embarcação ou pelo assoreamento do canal de navegação.
Em maio de 2022, a ligação foi interrompida devido a “problemas graves” no cais galego que impediam a atracação do ‘ferry’ naquela margem, mas resolvida essa questão o assoreamento do rio não permitiu que voltasse a funcionar.
A presidente da Câmara disse também em maio que o ‘ferryboat’ Santa Rita de Cássia “não vai voltar a funcionar”, porque o orçamento para o arranjo é de 1,4 milhões de euros, “totalmente incomportável para as finanças” do concelho.
Foto: Altominho TV










