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Infantário de Vilar de Mouros mantém-se aberto no próximo ano letivo

O Jardim de Infância da Escola de Vilar de Mouros, em Caminha, vai permanecer aberto no próximo ano letivo, revelou hoje a autarquia.

Questionada pela Lusa, fonte da Câmara de Caminha, no distrito de Viana do Castelo, disse que se vão manter abertas no ano letivo de 2026/2027 todas as escolas do concelho e que foram aprovadas todas as turmas com o número de alunos proposto.

Duas mães com crianças na escola da Torre, em Vilar de Mouros, revelaram também à Lusa ter sido informadas de que o infantário vai abrir no próximo letivo, depois de terem recebido a indicação de que o espaço podia não reabrir por falta de alunos.

Pais e mães de Vilar de Mouros estavam no início de julho à procura de três crianças para matricular e evitar o encerramento do infantário da escola da freguesia, destacando, em declarações à Lusa, que oferecia os serviços de cantina e transporte escolar gratuito.

Em comunicado, a Câmara de Caminha escreveu que se vão “manter em funcionamento todas as escolas do Agrupamento de Escolas do concelho” e que “foram aprovadas todas as turmas propostas com o número de alunos existente à data das matrículas, reforçando o compromisso com um modelo de ensino público de proximidade e a defesa das comunidades locais”.

A autarquia explica ter recebido a confirmação da direção do Agrupamento de Escolas de Caminha.

“A aprovação da totalidade das turmas representa um importante sinal de estabilidade para a comunidade educativa e garante a continuidade da oferta educativa em todas as freguesias”, destaca a Câmara.

A decisão “vai ao encontro da posição defendida pelo município, que tem reiterado a importância da manutenção das escolas e das turmas do pré-escolar e do 1.º Ciclo, mesmo nos estabelecimentos com menor número de alunos”, acrescenta.

A Vereadora da Educação, Ana Rocha, considera que “a preservação das turmas de proximidade constitui uma opção estratégica, pedagógica e social, que coloca as crianças e as famílias no centro das decisões”.

A autarca observa que “turmas com menor dimensão permitem uma atenção mais individualizada, promovendo melhores condições de aprendizagem, inclusão e acompanhamento dos alunos nos primeiros anos de escolaridade”.

A responsável sublinha ainda que a escola de proximidade “desempenha um papel fundamental no bem-estar das crianças e das famílias, ao evitar deslocações mais longas e facilitar uma maior participação dos encarregados de educação na vida escolar”.

Por outro lado, diz, “a manutenção da rede educativa nas freguesias contribui para a coesão territorial, para a fixação de população e para o combate à desertificação dos territórios de menor dimensão”.

“Não podemos reduzir a educação a meras contas de custos e benefícios imediatos. A educação é um investimento de longo prazo na coesão social, no desenvolvimento humano e na vitalidade do nosso território. A escola perto de casa não é um luxo. É um direito”, defende Ana Rocha.

O município reafirma “a aposta numa escola pública de qualidade, inclusiva e próxima das comunidades, considerando a educação um fator essencial para o desenvolvimento equilibrado do concelho e para a construção de um futuro com mais oportunidades para todas as crianças e famílias”.

A 15 de julho, a vereadora da Educação da Câmara de Caminha afirmou que o encerramento do JI estava a ser ponderado pelo agrupamento de escolas.

A 06 de julho, Filipa Fernandes, mãe de dois alunos, disse que, no fim do ano letivo, na festa de finalistas, havia 18 crianças (JI e EB) na escola da freguesia onde residem cerca de 730 pessoas.

Na ocasião, Filipa Fernandes disse que no próximo ano letivo ficam na Escola Básica cinco crianças e que no JI havia sete inscritos, “quando dez é o número mínimo de crianças para abrir uma turma”, segundo as indicações dadas pela escola.

Imagem: DR