Considerado um ato de independência e um sinal de entrada na vida adulta, tirar a carta de condução é uma das grandes prioridades para grande parte dos adolescentes quando atinge a maioridade. No caso de Manuel Ferreira, de 74 anos, essa necessidade nunca surgira até que a mulher, também de 74 anos, começou a perder capacidades.
“Só tirei agora porque a minha mulher está incapacitada de conduzir. Quando eu queria tirar, há mais de trinta anos atrás, ela não queria que eu tirasse pois estava na ideia de que era uma super-mulher e que nada lhe acontecia. Agora, que está praticamente inválida, fui obrigado a tirá-la”, conta à Altominho TV.
Natural de São Félix da Marinha, Vila Nova de Gaia, mas residente em Coura, Paredes de Coura, há cerca de 30 anos, Manuel Ferreira admite que o início do processo foi algo custoso.

“Com esta idade, nos primeiros 15 dias de aulas de código fiquei saturado porque entendia que a minha cabeça não atingia certos limites”, explica o antigo funcionário da CP.
“Mas cheguei à conclusão de que precisava da carta no futuro. O meu instrutor vendeu-me uma ´pen` e ensinou-me a mexer no computador e no telemóvel, que eu não sabia. A partir daí, foi um êxito. Estudava de noite e de dia, até que consegui”, afirma orgulhoso.
“Tirei a carta no dia 2 de março, ainda é uma coisa fresquinha. Felizmente consegui o meu objetivo”, conclui.










