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Covid-19: Infeções crescem antes do Natal mas pressão é muito menor do que há um ano

A um mês do Natal, Portugal atravessa a quinta fase da pandemia de covid-19, com um crescimento de infeções, mas a pressão sobre os serviços de saúde é muito menor do que no mesmo período de 2020.

Em vários parâmetros – número de infeções, de óbitos, de internamentos em enfermaria e doentes em cuidados intensivos – os dados entre 01 de outubro e 22 de novembro deste ano, em relação ao período homólogo do ano anterior, indicam que o país está hoje numa situação pandémica mais favorável.

Na comparação entre estes dois períodos, com base nos dados da Direção-Geral da Saúde, verifica-se um ponto comum: os indicadores da pandemia de covid-19 foram-se agravando de uma forma gradual ao longo dos 53 dias analisados, tanto em 2020, como em 2021.

No final de 2020, esta evolução culminou com a pior vaga desde o início da pandemia, que atingiu o seu pico em janeiro e fevereiro de 2021, com o recorde de casos de infeção e uma forte pressão sobre os hospitais portugueses.

Em outubro do ano passado, o país estava em estado de calamidade, passando depois para o estado de emergência, mas agora está num contexto menos restritivo, já que, em 01 de outubro deste ano, o território continental desceu para a situação de alerta, o nível de resposta mais baixo previsto na Lei de Base da Proteção Civil.

O grupo de peritos que aconselha o Governo na gestão da pandemia considera que devem ser tomadas medidas antes do Natal, dado o risco de aumento exponencial do número de casos, que pode duplicar ou triplicar em poucas semanas.