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Oito candidaturas concorrem à Câmara de Viana em ano de mudança na presidência

Oito candidaturas à Câmara de Viana do Castelo vão constar no boletim de voto da capital do Alto Minho numas eleições marcadas pela mudança de liderança do município, nas mãos do PS desde as autárquicas de 1993.

A então conquista socialista perpetua-se até ao atual mandato, liderado por José Maria Costa, que não pode concorrer por ter atingido o limite de três mandatos consecutivos.

Nas eleições do dia 26, Luís Nobre vai tentar continuar o ciclo de governação socialista na autarquia da capital de distrito, concorrendo contra Eduardo Teixeira, pela coligação PSD/CDS-PP; Cláudia Marinho, pela CDU (PCP/PEV); Jorge Teixeira, pelo BE; Rui Martins, pela Aliança; Paula Veiga, pelo Nós, Cidadãos!; Maurício Antunes da Silva, pelo Iniciativa Liberal; e Cristina Miranda, pelo Chega.

Nas autárquicas de 2017, quando se apresentaram cinco candidatos à presidência, o PS conquistou 53,68% dos votos e garantiu seis mandatos. O PSD atingiu os 21,25% e dois mandatos, e a CDU alcançou 8,11%, ficando com um lugar no executivo municipal.

Nesse ato eleitoral dos 85.188 eleitores inscritos, votaram 47.013, cerca de 55,19%.

Nas eleições de 26 de setembro há dois estreantes na política: Maurício Antunes da Silva, candidato do IL, e Cristina Miranda, do Chega.

Natural do Brasil, mas a viver há anos na zona de Viana do Castelo, Maurício Antunes da Silva, de 37 anos e com um percurso profissional na indústria, formado em Produção e Especialização em Qualidade e Melhoria Contínua, está confiante em que o “desgosto” do eleitorado no centro-direita permitirá a eleição de um vereador.

Cristina Miranda, técnica de geriatria e professora de Atividades de Enriquecimento Curricular de 54 anos, diz estar confiante na eleição de um vereador e de deputados para a Assembleia Municipal pelo Chega.

Há 16 anos na Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre quer dar continuidade ao trabalho das sucessivas maiorias socialistas desde 1993. Com 50 anos, formado em Arquitetura e Urbanismo, afirma-se “consciente da responsabilidade” de tentar manter a liderança.

O deputado do PSD Eduardo Teixeira concorre pela segunda vez, em oito anos, à Câmara de Viana do Castelo, em coligação com o CDS-PP, para tentar pôr fim a 28 anos de gestão socialista, que, defende, conduziu Viana do Castelo ao “último lugar no poder de compra entre as capitais de distrito”.

Em 2013, Eduardo Teixeira, mediu forças, pela primeira vez, com o ainda presidente da autarquia, o socialista José Maria Costa. Nessas eleições, o PSD alcançou 26,56% dos votos e garantiu três mandatos, menos um do que nas eleições anteriores.

Na altura, a CDU alcançou 10,57% dos votos e recuperou, com Ilda Figueiredo, o mandato perdido pelos comunistas em 2009. Posteriormente o lugar foi ocupado por Cláudia Marinho, de 47 anos, que concorre agora pela segunda vez consecutiva, mas que quer ganhar a Câmara ao PS.

Licenciada em Educação Social e a trabalhar numa instituição particular de solidariedade social do concelho, a candidata comunista tem um ‘plano B’: duplicar o número de eleitos do partido no executivo municipal.

Jorge Teixeira, arquiteto e professor do ensino superior, acredita que será o primeiro vereador que o Bloco de Esquerda vai eleger em 22 anos de existência do partido.

Atual deputado na Assembleia Municipal, Jorge Teixeira, de 56 anos, diz não saber quantos vereadores o partido poderá eleger, mas não tem dúvidas que a “conjuntura é favorável” ao Bloco, com a mudança de candidato socialista e um possível maior fracionamento de votos, com a existência de novas candidaturas.

O arquiteto e empresário Rui Martins de 66 anos, inicialmente anunciado como o candidato do Nós, Cidadãos! à presidência da Câmara de Viana do Castelo, regressa perto de 26 anos depois de ter deixado a política, como candidato pela Aliança.

Em 1994, o arquiteto integrou, como vereador do Planeamento, Gestão Urbanística e Ambiente, a equipa do então autarca socialista Defensor Moura, que conquistou o município ao PSD.

Entre 1989 e 1993, o arquiteto fez parte, como vereador independente, do mandato da maioria social-democrata presidida por Carlos Branco Morais, que perdeu as eleições, entre outras decisões que geraram polémica na altura, por querer tirar o Castelo ao nome da cidade.

Paula Veiga, ex-vereadora do PSD, partido do qual se desfiliou durante o mandato autárquico que agora termina, aceitou ocupar o lugar deixado vago por Rui Martins e apresenta-se como a candidata do Nós, Cidadãos!

A professora de ensino especial de 53 anos termina o atual mandato como independente e acredita que vai garantir a representação do partido no executivo.

Com 319,02 quilómetros quadrados de área, Viana do Castelo tem 85.864 habitantes, de acordo com os resultados preliminares do Censos 2021, uma diminuição de 3,2% na última década.

O concelho está dividido em 27 freguesias, contra 40 antes da reforma administrativa.

Segundo a plataforma Eyedata, em 2020 a percentagem de idosos era de 23,39% (acima da média nacional, de 22,29%) e havia 6,08 médicos por mil habitantes (a média em Portugal era de 5,56).

Em 2019, o ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem era de 1.114,70 euros, quando a média nacional era 1.207,01.

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