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Rui Martins avança com o Aliança e quer ganhar Viana do Castelo

O arquiteto e empresário Rui Martins, inicialmente anunciado como o candidato do Nós, Cidadãos! à presidência da Câmara de Viana do Castelo, vai concorrer às eleições de setembro pelo Aliança e disse que o objetivo é “ganhar” a autarquia.

“O meu objetivo é, pura e simplesmente, ganhar a Câmara de Viana do Castelo. Qualquer representação na autarquia também é um bom resultado. Considero que os vianenses são pessoas inteligentes e irreverentes”, afirmou esta segunda-feira à agência Lusa Rui Martins de 66 anos.

O candidato do Aliança sustentou aquele objetivo “nas expectativas muito reforçadas pela enorme simpatia como o projeto do movimento independente de cidadãos tem sido acolhido”.

“Há um ambiente de fortíssima descompressão face à pressão que é exercida pelo poder instalado há 28 anos. Até me tem surpreendido a enorme adesão que se vem recolhendo nas ruas”.

Rui Martins apontou como prioridade, caso vença as eleições de 26 de setembro, “repor o ambiente de confiança que não leve as pessoas, as instituições, as associações, os órgãos de comunicação social a serem dependentes do município”.

“A autarquia deve incentivar a economia, em todas as suas facetas, mas jamais deve influenciar ou tentar dominar. Infelizmente, o que hoje se verifica, é que há um enorme peso, um enorme controlo sob a sociedade. Isso é uma questão fundamental e de princípio porque entendo que quanto menos Estado melhor sociedade. Essa é a nossa grande aposta, retomar a liberdade de pensamento e de expressão na nossa comunidade”, apontou.

O arquiteto referiu que “um dos projetos fundamentais” que preconiza para Viana do Castelo, passa por “transformar a Câmara de Viana do Castelo num elemento facilitador da vida dos cidadãos e não um trauma, camisa de forças que exerce um poder avassalador sobre a vida das pessoas e das empresas”.

“Tenho essa experiência pessoal. Uma pessoa para pedir uma certidão declarativa que devia ser emitida em 24 horas, está meses à espera. Não é possível um cidadão que tem a expectativa de construir a sua casa andar dois e três anos à espera disso”, especificou.

Rui Martins explicou ter escolhido o professor Agostinho Gomes para cabeça-de-lista à Assembleia Municipal para que “aquele órgão não seja uma caixa de ressonância do executivo”.

Sobre “a rutura com a coligação” que estava inicialmente prevista entre o Nós, Cidadãos, Aliança e o Partido Popular Monárquico, disse ter-se ficado a dever “a erros gravíssimos do partido liderante [Nós, Cidadãos!] que inviabilizaram o acordo”.

“Na génese o que se mantém é um movimento independente de cidadãos que, com muita dignidade foi apoiado pelo segundo partido que iria constituir aquela coligação, o Aliança. Somos acérrimos defensores do rigor e da competência e não podemos permitir que a culpa morra solteira como é tradição neste país. Quem cometeu o erro tem de sair e foi o que aconteceu ao primeiro partido da coligação Nós, Cidadãos!”, observou.

Segundo a candidatura de Rui Martins, a “rutura” ficou a dever-se a “erros processuais” que atribuiu aquele partido “por não ter anotado devidamente no Tribunal Constitucional a coligação dos três partidos, Nós, Cidadãos, Aliança e o Partido Popular Monárquico que tinham celebraram um acordo de candidatura à Câmara de Viana do Castelo”.

Já o Nós, Cidadãos, em comunicado, justificou a troca de Rui Martins por Paula Veiga com a “perda de confiança” do presidente do partido, o comandante Joaquim Rocha Afonso, no arquiteto.

“Infelizmente, o anterior putativo candidato, inicialmente anunciado, não reuniu as condições de independência nem de diálogo para a discussão do programa, enredando-se em tricas políticas que nada servem nem interessam aos vianenses, violando o acordo assinado a 16 de julho de 2021 e perdendo a confiança política do comandante Joaquim Rocha Afonso, presidente do Nós, Cidadãos!”, refere a nota.

Em 1994, o arquiteto integrou, como vereador do Planeamento, Gestão Urbanística e Ambiente, a equipa do então autarca socialista Defensor Moura, que conquistou a Câmara de Viana do Castelo ao PSD.

Entre 1989 e 1993, o arquiteto fez parte, como vereador independente, do mandato da maioria social-democrata presidida por Carlos Branco Morais, que perdeu as eleições, entre outras decisões que geraram polémica na altura, por querer tirar o Castelo ao nome da cidade.

A então conquista socialista perpetua-se até ao atual mandato, liderado por José Maria Costa, que não pode concorrer por ter atingido o limite de mandatos.

Além das candidaturas de Rui Martins e Paula Veiga, entram na corrida eleitoral Luís Nobre pelo PS, Eduardo Teixeira pelo PSD, que concorre em coligação com o CDS-PP, Cláudia Marinho pela CDU, Jorge Teixeira pelo BE, Maurício Antunes da Silva pelo Iniciativa Liberal (IL) e Cristina Miranda pelo Chega.

Nas autárquicas de 2017, o PS conquistou 53,68% dos votos e garantiu seis mandatos. O PSD atingiu os 21,25% e dois mandatos e a CDU alcançou 8,11%, ficando apenas com um único lugar no executivo municipal.

As próximas autárquicas estão marcadas para 26 de setembro.

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