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Empresa de vestuário de proteção investe 4,5 ME e cria 20 empregos em Viana do Castelo

Uma empresa de produção e comercialização de vestuário de segurança e proteção individual vai investir 4,5 milhões de euros numa nova unidade, em Mazarefes, Viana do Castelo, e criar 20 novos postos de trabalho, foi hoje divulgado.

O investimento da CLS Brands, hoje apresentado publicamente na Câmara de Viana do Castelo, pretende criar “uma unidade de produção, um centro logístico, uma unidade de ‘packaging’ e embalagem, um centro administrativo e um espaço comercial de atendimento ao público em Mazarefes, junto aos acessos à autoestrada A28”.

A empresa, com sede em Darque e que se dedica ao fabrico, comércio, importação e exportação de vestuário de segurança e de proteção individual, vai instalar um novo edifício em Mazarefes, “com uma área de implantação de cinco mil metros quadrados, numa área útil de sete mil metros quadrados, para apostar no têxtil de trabalho e de segurança”.

Na apresentação do investimento, numa sessão promovida na autarquia, o responsável pelo departamento financeiro da CLS Brands, José Pimenta, indicou que a empresa familiar “tem resultados positivos e em crescimento”, apontando um valor de faturação anual da ordem dos “15 milhões de euros”.

“A verdade é que as instalações que inicialmente nos pareciam monstruosas rapidamente se tornaram pequenas. Este novo investimento é urgentíssimo, visto que a empresa não consegue crescer mais porque não tem por onde crescer”, frisou o responsável citado numa nota enviada à imprensa pela câmara da capital do Alto Minho.

Segundo José Pimenta, “a construção de um novo edifício visa resolver problemas de falta de espaço e aumentar a capacidade de trabalho e o número de trabalhadores”, referiu.

A empresa CLS Brands “conta com quatro marcas próprias de calçado, luvas, material descartável e vestuário de trabalho”.

Atualmente emprega 20 trabalhadores, sendo que com o novo investimento irá “duplicar” o número de postos de trabalho.

Já o presidente da câmara, José Maria Costa, referiu, citado na nota, tratar-se de “um investimento de uma empresa de Viana do Castelo, reorientado para a exportação e permitindo à empresa aumentar a capacidade de produção”.

“Ficamos muito felizes quando empresas que são de Viana do Castelo fazem grandes investimentos, aumentando o nosso potencial exportador”, garantiu o autarca socialista.

O investimento será apoiado pelo Regime de Incentivos, criado em 2010, e que prevê reduções e isenções de taxas para investidores de empreendimentos turísticos e acolhimento empresarial, atividades económicas relacionadas com as fileiras da agricultura e floresta de base regional, regeneração urbana e modernização de espaços comerciais e espaços de restauração e bebidas.

As medidas visam assegurar aos investidores mecanismos e políticas impulsionadoras de desenvolvimento em atividades relacionadas com produtos endógenos, reabilitação e imobiliário.