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Escola Superior Agrária do Politécnico de Viana do Castelo cria horta terapêutica

Ervas aromáticas, legumes e até flores. É o que se pode encontrar na horta terapêutica criada na Escola Superior Agrária (ESA) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), em Ponte de Lima, no âmbito do programa Eco-Escola. Cerca de 45 alunos, docentes e funcionários já se envolveram no projeto de horto terapia.

Em comunicado, o IPVC revela que os alunos manifestaram vontade de ter uma horta na escola e a Associação de Estudantes da ESA-IPVC também já tinha no plano de atividades a intenção de criar uma horta. Assim, surgiu a horta terapêutica no âmbito dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTESP), tendo estado envolvidas no projeto, até agora, duas turmas.

Segundo a coordenadora do programa Eco-Escola, Gabriela Dias, “são muitas as mais-valias da horta terapêutica”. “Por esse motivo, o conceito de horto terapia tem vindo a ganhar espaço dentro das estratégias de promoção da saúde, em particular no auxílio do tratamento e prevenção de doenças crónicas ou desequilíbrios emocionais, como depressão e o stress”, justifica, destacando ainda os benefícios ao nível da interação social e melhorias na coesão de grupos e equipas.

“A nossa horta está criada em camas elevadas para permitir também às pessoas com mobilidade reduzida cuidarem da horta”, refere a coordenadora do programa Eco- Escola.

Na primeira sementeira e plantação, a horta foi composta por vários tipos de alface, alho francês, couves, cenoura, pimentos, salsa, tomilho, coentros e também flores. “Temos o cravo de estudante que é uma planta que atrai os polinizadores e é conhecida ainda por planta companheira que ajuda na agricultura biológica”, explica a coordenadora do programa, assegurando que o objetivo é que a horta tenha produção biológica.

Os primeiros produtos já foram colhidos e oferecidos a todos aqueles que aceitaram o convite e apareceram na horta. “O objetivo é crescer e dar a possibilidade aos alunos de requisitarem um canteiro e cuidar dele”, adianta a professora, admitindo que se pretende “dar o empurrão e sensibilizar a comunidade académica para esta causa”.

Muitos alunos já fazem a plantação e a sementeira em estufas e depois passam para a horta, que conta com 50m2, fazendo-se aqui a ligação também a várias atividades curriculares.

Entretanto, nesta escola está a ser construído um hotel de insetos que será colocado junto à horta, aproveitando uma árvore ali existente. “Um hotel de insetos, que é também conhecido como abrigo de insetos, pode existir numa variedade de formas e tamanhos, dependendo da finalidade específica ou do inseto específico para o qual se destinam. O hotel tem várias seções diferentes que fornecem aos insetos instalações de nidificação, particularmente durante o inverno, oferecendo abrigo ou refúgio para muitos tipos de insetos, muitos com funções de polinizadores”, destaca a nota enviada à imprensa.