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R.Geice

Vereadora do PSD em Viana do Castelo deixa partido agastada com “monopolização”

A vereadora do PSD na Câmara de Viana do Castelo Paula Veiga anunciou hoje a desfiliação do partido agastada com “situações de monopolização”, admitindo que a escolha do candidato autárquico foi “mais uma gota” para transbordar o copo.

“A minha desfiliação tem a ver com todo um conjunto de fatores, incluindo esse [escolha de Eduardo Teixeira para candidato à Câmara]. Um grande partido como o PSD tem de ter um forte sentido de coletivo, mas, infelizmente, não é isso que vejo em Viana do Castelo”, disse Paula Veiga à Lusa.

Para a vereadora, que vai cumprir o resto do mandato como independente, os partidos são desvirtuados “quando se começam a verificar situações de monopolização”.

“Um partido, por norma, é uma instituição empenhada em causas cívicas, não-violenta, que pretende executar princípios, objetivos e políticas ancoradas numa conceção comum do bem comum. Quando isto é desvirtuado em prol de interesses próprios, desvirtua-se o caráter de um partido, ditando-se a falência do fator agregação que deve subsistir e suportar qualquer organização”, referiu, numa nota enviada à comunicação social.

Paula Cristina Veiga começou o mandato na Câmara de Viana do Castelo como independente, tendo-se filiado no PSD no final de 2017.

À Lusa, disse que Eduardo Teixeira, presidente da Concelhia de Viana do Castelo e deputado na Assembleia da República, “não tem perfil” para ser candidato à Câmara.

“Faz uma boa função como deputado, mas não se pode ser bom em tudo. Não tem perfil para candidato à Câmara, não concordei com a escolha. Havia outras opções, mas o partido decidiu e está decidido. Eu é que não me revejo nestas situações de monopólio e decidi sair”, acrescentou.

Reiterou, no entanto, que não foi por causa da escolha do candidato que saiu do partido.
“Essa foi, apenas, mais uma gota das muitas que fizeram transbordar o meu copo”, vincou.