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Empresários do Alto Minho reclamam estratégia “premente e urgente” após pandemia

A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) reivindicou esta quinta-feira a definição “premente e urgente” de uma estratégia de defesa dos “direitos e interesses dos agentes económicos do Alto Minho, agora e pós pandemia” de Covid-19.

“O futuro é incerto e exigente. Como estarão as empresas e o emprego quando terminar o ‘lay-off’ e as moratórias? Como serão as medidas de resposta à crise? É premente e urgente que seja definida e conhecida uma estratégia pós pandemia que concerte e conjugue apoios via Orçamento de Estado, Quadro Comunitário de Apoio Portugal 2030 e PRR – Programa de Recuperação e Resiliência”, refere a AEVC, em comunicado.

No documento, a AEVC, que representa cerca de 1.100 associados dos concelhos de Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença e Paredes de Coura, acrescenta que “essa estratégia e os muitos milhares de milhões de euros que estarão disponíveis para a economia nos próximos anos, ainda que propiciadores do aparecimento de interesses e lóbis de toda a natureza, não poderão cercear ou obstaculizar a valorização do território do Alto Minho e o percurso de notável crescimento e afirmação da capacidade empresarial instalada e a instalar”.

“O Alto Minho tem enorme potencial de desenvolvimento. Temos inúmeras empresas de excelência, eficientes, tecnologicamente desenvolvidas, competitivas, fortemente exportadoras. Para que elas se mantenham e prosperem e para que muitas outras, dos mais diversos setores, sejam atraídas para o Alto Minho, continuaremos a pugnar pela criação de boas acessibilidades rodoviárias, ferroviárias e marítimas”, refere.

A AEVC revela ainda que vai continuar a bater-se “pela instalação na região de centros de investigação e tecnologia, pela fixação e captação de quadros e talentos, pelo reforço da cooperação transfronteiriça, pela internacionalização e digitalização das empresas, pela continuada afirmação do turismo”.

A “capacitação de empresários e colaboradores, a internacionalização da economia, a sustentabilidade ambiental e a valorização e coesão territorial” são outras medidas pelas quais a AEVC refere que vai “continuar a pugnar-se”.

“É imperativo que os recursos cheguem de forma proporcional às diferentes regiões do país. Devem analisar-se todas as vertentes de investimento e crescimento frente aos números que tínhamos, e temos, para o melhor plano de investimento regional dado aquele que era o índice de desenvolvimento territorial, a capacidade produtiva, a projeção do que seria a captação de novos investimentos e a domiciliação de novas industrias no território afim de se criarem postos de trabalho e circulação de riqueza no próprio território, facultando novas oportunidades de investimento empresarial na região”, sustenta.

Na nota, a AEVC insiste ainda que os apoios do Governo às empresas, “ainda que já anunciado o seu alargamento, com incompreensível espaçamento temporal entre a apresentação e a efetiva chegada às empresas, continuam a ser reduzidos, insuficientes, centralizados, burocratizados e não tão céleres como a situação exige”.