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Zona industrial de 9 ME pretende “fixar” mil empregos em Viana do Castelo

A construção da nova zona industrial de Alvarães Norte, em Viana do Castelo, vai começar este ano, num investimento de mais de nove milhões de euros, respondendo a manifestações de investimento que vão criar cerca de mil empregos.

“Neste momento, há manifestações de interesse superiores aos lotes [nove] que estamos a disponibilizar”, afirmou hoje, em conferência de imprensa, o vereador com os pelouros do Planeamento e Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, e Coesão Territorial, referindo-se à nova zona industrial.

Luís Nobre garantiu “que o município está a trabalhar no sentido de conseguir captar esses investimentos nas outras cinco zonas empresariais do concelho”.

“As manifestações de investimento que estão, neste momento, em cima da mesa” apontam para a criação de um número próximo de mil postos de trabalho. É desta grandeza que estamos a falar”, disse, aos jornalistas, na videoconferência de imprensa.
A nova zona industrial terá uma dimensão de cerca de 25 hectares e será constituída por nove lotes, sendo que cinco, de maior dimensão, “irão receber grandes investimentos de âmbito local e internacional”.

Luís Nobre disse esperar que a construção da nova zona industrial comece “dentro de seis meses”, sendo que o investimento na aquisição dos terrenos ronda os quatro milhões de euros e a construção das infraestruturas mais de cinco milhões de euros.

O vereador indicou que a negociação dos terrenos vai começar “de imediato”, sendo que a Declaração de Utilidade Pública (DUP) que será para usar “em caso de dificuldade” de acordo com os proprietários, foi aprovada, na quinta-feira, em reunião camarária, mas terá ainda de ser submetida à Assembleia Municipal que reunirá no dia 26.

“Dois dos interessados são locais. São duas novas unidades industriais de dois grupos muito robustos já instalados no concelho há muitos anos. Se tivesse a posse dos terrenos e as infraestruturas construídas amanhã, eles começavam a instalar-se amanhã e não estou a exagerar”, referiu Luís Nobre.

Para a concretização desta nova zona industrial o município vai adquirir 38 parcelas de terreno, que representam uma área total de 20,7 hectares.

Com ligação aos principais eixos viários (A27/28, EN13, novo acesso ao Porto Mar e futura Via de Acesso ao Vale do Neiva) e proximidade às infraestruturas marítimas (Porto de Mar) e ferroviárias (interface de Darque), será dotada de redes água, águas residuais, gás, comunicações e fibra ótica.

A área de intervenção da Zona Industrial de Alvarães Norte, de 24,5 hectares (245.860 m²), conta com uma área de parcelas/lotes de 142.736,00 metros quadrados, num total de nove lotes, com área de construção de 80.000,00 m2.

O projeto que prevê “uma solução urbana que integra 2.800 metros quadrados de espaços pedonais, estacionamento para veículos pesados (162 lugares) e ligeiros (753 lugares), mais de 1,5 quilómetros de nova rede viária, 23.900 metros quadrados de espaços verdes.

Luís Nobre disse ainda que, nos últimos oito anos, o município investiu cerca de 20 milhões de euros nas áreas empresariais, tendo estabelecido 72 contratos de investimento, no valor de 330 milhões de euros, criando 5.500 postos de trabalho diretos em empresas locais, nacionais e internacionais”.

Destacou dois investimentos em curso, no parque empresarial de Lanheses. A “ampliação da multinacional BorgWarner, que está a investir sete milhões de euros para criar 38 novos postos de trabalho e a Aludec que está a concluir uma segunda unidade, num investimento de 15 milhões de euros, que criará 70 novos empregos”

“Esta nova zona industrial não aparece por acaso. Primeiro há um número significativo de solicitações que o município tem recebido e porque os cinco grandes espaços empresariais e industriais do concelho estejam praticamente esgotados”, apontou.

O responsável disse que “dentro de seis meses estarão reunidas as condições” para iniciar a obra para responder “aos contactos dos mais diversos setores desde a logística, ramo alimentar, lacagem, setor automóvel, produção de meios de transporte suaves, novas tecnologias, e nos serviços”.

Acrescentou que a autarquia irá aceder “aos fundos comunitários que estão a terminar, ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o próximo quadro comunitário de apoio. “São três instrumentos financeiros que queremos aproveitar em pleno”, frisou.