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Parque eólico flutuante em Viana do Castelo parado por avaria em cabo elétrico

O primeiro parque eólico flutuante da Europa, instalado a 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo, que começou a gerar energia em julho, está parado há várias semanas, “devido a uma avaria num cabo elétrico”, foi hoje divulgado.


Em resposta a um pedido de esclarecimento da agência Lusa, fonte da Windplus, consórcio que gere o parque WindFloat Atlantic, informou que o mesmo se “encontra, neste momento, fora da rede nacional, de forma temporária, devido a uma avaria num cabo elétrico”.


“Como já estavam previstos trabalhos na infraestrutura gerida pela Rede Elétrica Nacional (REN) em terra, concretamente a construção de um posto de seccionamento, esses trabalhos estão a ser realizados em paralelo, durante este período”, especificou.
Aquela fonte revelou ainda que, “desde a sua entrada em operação, o parque WindFloat Atlantic, tem estado a operar acima do esperado”.


Em julho de 2020, a EDP informou que o parque eólico flutuante começou a gerar energia para abastecer, por ano, cerca de 60 mil consumidores, poupando quase 1,1 milhões de toneladas de CO2.


Na ocasião, em comunicado, a EDP adiantou que o WindFloat Atlantic se encontrava “plenamente operacional e a fornecer energia limpa à rede elétrica de Portugal, depois de ter sido realizada com sucesso a ligação da última das três plataformas ao cabo de alimentação que percorre os 20 quilómetros de distância que separam o parque eólico flutuante da estação instalada em Viana do Castelo”.


Com a construção do parque eólico flutuante concluída, o “WindFloat Atlantic, que tem uma capacidade total instalada de 25 Megawatt (MW), é o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo e irá gerar energia suficiente para abastecer o equivalente a 60.000 utilizadores por ano, poupando quase 1,1 milhões de toneladas de CO2”.