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Viana do Castelo entre os distritos com maior aumento de insolvências até setembro

Viana do Castelo está entre os distritos portugueses que maior aumento de insolvências têm registado, situando-se no final de setembro numa variação de 39,2% face ao período homólogo.

Segundo dados da Iberinform, o número de insolvências em Portugal atingiu, em final do mês passado, os 3.877, um aumento de 424 empresas insolventes face aos primeiros nove meses de 2019, o que traduz em mais 12,3%. 

Numa análise por distritos, os maiores aumentos verificam-se em Castelo Branco (56,4%), Angra do Heroísmo (46,2%), Faro (39,7%), Viana do Castelo (39,2%), Madeira (26,3%), Évora (23,3%) e Beja (20%). No caso de Viana do Castelo, até setembro foram registadas 71 insolvências, mais 20 do que no mesmo período do ano passado, o que representa a subida de 39,2% face ao desempenho de 2019.

No sentido oposto, há quatro distritos que registaram descidas no número de insolvências: Horta (-33,3%), Coimbra (-19,8%), Guarda (-15,2%) e Aveiro (-0,3%).

O Porto lidera em valores absolutos, com 986 insolvências, e Lisboa aparece em segundo lugar, com 806. Em termos percentuais, Lisboa apresenta uma subida de 18,5% face ao desempenho de 2019, enquanto o Porto vê o indicador crescer 12,9%.

Nos primeiros nove meses deste ano, 2.100 empresas declararam insolvência, mais 220 que no mesmo período do ano passado. Pelo contrário, os encerramentos com planos de insolvência tiveram uma redução de 15%. 

Por tipologia, até final de setembro, as insolvências requeridas tiveram um aumento de 5% (mais 38 empresas que no ano passado), enquanto as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas registam uma subida de 22,1%, evoluindo de 778 casos em 2019 para 950.

Por setores, o da transformação regista o maior número de insolvências até final de setembro (917), seguido pelos serviços (776), construção e obras públicas (540), comércio a retalho (461), comércio por grosso (452) e hotelaria e restauração (340).

Em relação a novas empresas, as constituições recuaram 5,6% em setembro, face ao ano passado, com menos 203 novas empresas, fixando-se em 3.452 constituições. No acumulado do ano, a queda é mais acentuada, com menos 10.179 empresas, valor que traduz um decréscimo de 26,7%. Nos primeiros nove meses deste ano foram criadas 27.900 empresas.

Em setembro, “as insolvências voltaram a crescer”, afirmando-se como o mês deste ano com maior número de insolvências, 660 registos, um aumento de 53,5% face ao ano passado e o valor mais elevado verificado em setembro desde 2017, adianta a empresa de informação empresarial.