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Iniciada intervenção arqueológica no acampamento romano do Alto da Pedrada

O município de Arcos de Valdevez informou que arrancaram esta segunda-feira os trabalhos arqueológicos no recinto fortificado do Alto da Pedrada, que permitirão conhecer mais detalhes sobre “um dos acampamentos romanos melhor conservados do Noroeste Peninsular”.

Em comunicado, a autarquia recorda que o Sítio do Alto da Pedrada está situado na Serra do Soajo, a uma altitude de 1416 metros, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês. A condição especial de isolamento, longe das estradas e dos núcleos de povoamento da zona, facilitou a preservação de grande parte do recinto fortificado e até de três das características portas de entrada originais.

A intervenção arqueológica, em curso até ao final desta semana, passa por validar as hipóteses formuladas pelo coletivo de investigação romanarmy.eu, permitindo saber se se trata do “primeiro acampamento militar romano, de caráter temporário, localizado no Norte de Portugal e perto da fronteira galega”.

O município considera que “esta intervenção contribuirá para a posterior valorização desta importante estação arqueológica do concelho e, ao mesmo tempo, para a dinamização cultural e turística de Arcos de Valdevez”.

Financiada pela Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, a intervenção envolve administrativamente outras entidades locais, como as Juntas de Freguesia e Baldios de Soajo, Cabreiro e Gondoriz, e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Os trabalhos arqueológicos integram-se no projeto Finisterrae, financiado pela Comissão Europeia através de uma bolsa individual Marie Skłodowska-Curie, liderada pelo arqueólogo da Universidade de Exeter, João Fonte.