Altominho.tv

Viana do Castelo reafirma aposta no Mar

Viana do Castelo reafirma no Dia Europeu do Mar, celebrado esta quarta-feira, dia 20 de maio, a sua aposta neste eixo estratégico e reforça a sua posição como “Cidade Náutica do Atlântico”.

No dia 21 de maio tem início a 4ª. Edição do Concurso “Viana e o Mar”.

Este concurso pretende “reforçar a sua relação com o mar, quer através das atividades económicas e comerciais, quer através do turismo, da náutica e do desporto”.

Em edições anteriores “foi possível recolher mais de 500 registos fotográficos que trouxeram diversas perspetivas e reflexões sobre esta cidade atlântica”.

O Centro de Mar, sediado no Navio Gil Eannes, a funcionar desde novembro de 2014, conta já, segundo a Câmara de Viana, com a visita de cerca de 122.000 visitantes e efetuou cerca de 500 atividades para grupos dando a conhecer aos alunos dos agrupamentos de escolas do Município de Viana do Castelo, e não só, as tradições e a cultura marítima de Viana do Castelo. 

Este espaço já se encontra a desenvolver pelo terceiro ano consecutivo o projeto educativo “Além-Mar”, que já integrou cerca de 448 alunos do ensino pré-escolar e 1ºciclo, procurando consolidar uma consciência de “Rede de Cultura e Vivência Marítimas” que integre os diversos usos, costumes e crenças que o povo vianense construiu e passou de geração em geração ao longo desta faixa costeira.

Em breve, este espaço irá dispor de uma nova valência – Museu Virtual da Memória Marítima – um equipamento pertencente à Rede Municipal de Ciência onde será possível consultar de forma interativa e desmaterializada o acervo documental disponível, entre livros, revistas, monografias e periódicos sobre a temática do mar, mantendo-se a possibilidade da consulta material e requisição de alguns dos bens.

Terá ainda uma segunda valência, também desmaterializada, que constitui o Centro do Património Imaterial do Mar de Viana, onde será possível aceder a conteúdo audiovisual proveniente da recolha de testemunhos da vida pessoal e de trabalho dos homens e mulheres que se fizeram valer no nosso mar.

Ainda dentro do serviço educativo, o Centro Monitorização Interpretação Ambiental (CMIA) de Viana do Castelo desenvolve desde 2011 o projeto “Escola da Natureza”, no qual um dos focos principais de ação é o litoral, desenvolvendo saídas de campo na praia rochosa com objetivo de caraterizar o local e elaborar o perfil de uma praia acompanhado de exploração e observações dos seres vivos que ali existem.

As Dunas são outro espaço que este projeto explora, efetuando a sua caraterização, o seu perfil, como a identificação da flora e fauna dunar.

Recorde-se que este projeto foi merecedor do Prémio Europeu “Natura 2000 Awards”, atribuído no dia 17 de maio de 2017, pela Comissão Europeia, em Bruxelas.

Para um futuro próximo, Viana do Castelo vai ainda abrir portas ao primeiro Laboratório Colaborativo Municipal do país, que se vai dedicar ao conhecimento do Mar de Viana do Castelo – Observatório do Litoral Norte (OLN).

Este projeto resulta de uma parceria entre o Município e o consórcio científico constituído pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a Universidade do Minho e a Universidade do Porto.

Este projeto assume-se como um espaço de promoção e partilha do conhecimento dos valores naturais, culturais e patrimoniais de Viana do Castelo e divulgação científica nos domínios do mar e das áreas classificadas.

Pretende-se que seja “um espaço de investigação e desenvolvimento de novos conhecimentos na temática do mar e de divulgação desses conhecimentos, promovendo a literacia neste tema”.

No âmbito da Rede Municipal de Ciência, é estabelecida uma rede de três Observatórios vocacionados para o estudo e investigação das três unidades de paisagem, sendo o Observatório do Litoral Norte vocacionado para o conhecimento do mar vianense.

Recorde-se que a Câmara Municipal de Viana do Castelo tem em curso uma Agenda da Inovação e uma Agenda da Ciência e de Conhecimento para o quadriénio 2017-2021, onde se insere o desenvolvimento da Rede Municipal de Ciência, focada na criação de condições físicas, tecnológicas, logísticas e humanas para a investigação dedicada às três grandes unidades de paisagem – oceano, rio e montanha -, de forma a atrair um esforço de investigação para o concelho, desenvolvimento de novos produtos e serviços, e para a promoção da literária científica nas diversas camadas da população.