Quatro concelhos do Alto Minho estão entre os 20 que têm o maior risco de incêndio em 2018. Vila Nova de Cerveira surge em quarto lugar e Viana do Castelo ocupa a décima primeira posição no mapa do Instituto Superior de Agronomia e da Universidade de Lisboa, divulgado esta terça-feira.
O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira disse ter “tomado todas as medidas preventivas na esfera de competências do município”, mas admitiu que, no Alto Minho, “é o concelho com maior risco de incêndio, em 2018”.
“É uma acumulação de riscos que potenciam que, este ano, se fale num enorme risco de incêndio no território de Vila Nova de Cerveira. Desde logo, pelo ciclo de incêndios que conhecemos, mais ou menos de cinco em cinco anos, pela acumulação de manta morta que, no final deste período, tem um potencial maior para a ocorrência de incêndios, e porque, nos últimos anos, e felizmente, não tem havido incêndios de grande vulto em Vila Nova de Cerveira”, sustentou Fernando Nogueira.
O autarca disse que o município “tomou todas as medidas que estão dentro da sua esfera de competências para minimizar estes riscos”, mas reconheceu que “há determinadas situações que não se conseguem controlar”.
“Vamos reforçar a prevenção e a vigilância para o ataque de primeira intervenção. Defendemos também que as forças de segurança possam estar mais atentas a potenciais pirómanos, eventualmente já referenciados e que, nos períodos mais críticos, representam um perigo iminente”, sublinhou.
Fernando Nogueira apontou, entre outras medidas preventivas, “as empreitadas de beneficiação e alargamento de aceiros e arrifes, a melhoria de caminhos florestais e a preparação de parcelas para ações de fogo controlado”.
“Encetamos uma parceria com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestais (ICNF) em que, durante vários meses, tivemos uma máquina buldózer a fazer abertura de aceiros, dinamizamos um conjunto de sessões de sensibilização e informação junto das populações para a limpeza de terrenos e das faixas de gestão de combustível, avançamos com a atualização do Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, dotamos de mais e melhores condições os bombeiros voluntários, a Unidade Local de Covas, os sapadores florestais e foi criada, juntamente, com o Governo, uma Equipa de Intervenção Permanente(EIP)”, especificou.
Para o autarca “só se justificarão meios suplementares se se verificarem condições extremas”.
“Historicamente, o maior potencial de risco de incêndio em Vila Nova de Cerveira é a partir de meados de agosto. Se considerarmos que essas condições estão reunidas, solicitaremos um reforço de meios ao Governo”, reforçou, adiantando que, na região, Vila Nova de Cerveira e Valença “já estão a dar os primeiros passos para a criação de um centro intermunicipal de proteção civil“.
Já o presidente da Câmara de Viana do Castelo, referiu que a região “tem sido identificada, nos últimos anos, como uma das de maior risco por apresentar uma grande mancha florestal, cerca de 60% do território”.
José Maria Costa adiantou que o concelho “investiu 1,1 milhões de euros na prevenção de fogos, através da limpeza de mais de 150 hectares de floresta, 150 quilómetros de rede viária e criação de 40 quilómetros de estradas florestais”.
O autarca referiu que “o concelho vai ter uma Equipa de Intervenção Permanente (EIP), composta por cinco elementos, e vai continuar a contar com cinco equipas de sapadores florestais e com um pelotão do exército que, pelo décimo primeiro ano consecutivo, vigiará o monte de Santa Luzia”.
“Preparamo-nos bem para a próxima época de incêndios. Limpamos áreas críticas, melhoramos os meios de vigilância e combate, apostamos na sensibilização das populações. Fizemos o que estava ao nosso alcance, mas são sempre situações que nos preocupam”, disse José Maria Costa.
Também os concelhos de Caminha e Ponte da Barca apresentam maior risco de incêndio este ano, aparecendo em terceiro e vigésimo lugares, respetivamente, na lista divulgada.










