Altominho.tv
Foto Facebook Suso Valdolouro Fernández

Um morto, mais de 20 feridos e casas destruídas na explosão de Tui

A explosão de hoje numa fábrica de pirotecnia em Tui causou “um morto e entre 20 a 30 feridos”, alguns com gravidade, e vários desalojados, informou o vice-presidente da Junta da Galiza aos jornalistas no local.

Alfonso Rueda adiantou que alguns dos feridos estão a ser canalizados para o Centro de Saúde de Tui e que os técnicos de explosivos da Guardia Civil estão a avaliar a zona onde “havia muito material pirotécnico”.

Disse também que estão a ser encontradas soluções para os desalojados e que o acolhimento aos feridos está a ser feito na Casa Cultural de Guillarei, em Tui.

Segundo comunicado da Junta da Galiza, “os serviços de emergência deslocaram-se esta tarde ao lugar de Paramos, em Tui, depois de se ter registado uma explosão de material pirotécnico”.

“Até ao momento está confirmada a morte de pelo menos uma pessoa e mais de dez feridos, que já foram transferidos aos centros hospitalares e há várias casas afetadas”, acrescenta o documento segundo o qual a Junta “ativou o Plano Territorial de Emergências no nível I e a assistência recíproca inter-regional através do ARIEM”.

Também de acordo com a Agência Galega de Emergências, a explosão de hoje causou um morto e 26 feridos, sendo que 19 adultos e sete menores foram transportados a diversos centros de saúde.

Fernando Alonso, morador a 200 metros do armazém de material pirotécnico disse à Lusa que se salvou por se encontrar na cave da habitação que ficou “totalmente destruída”.

“Salvei-me por estar na cave e, mesmo assim, o impacto da explosão levantou-me no ar e peso 100 quilos. Tinha acabado de chegar a casa e entrei pela cave. Foi a minha salvação”, descreveu à Lusa o morador no lugar de A Cancela, Páramos, em Tui, na Galiza.

Fernando Alonso, de 49 anos de idade, disse que a explosão foi “fortíssima”, tendo “arrancado telhado, portas e janelas da habitação”.

“Nunca vi coisa igual. Não ficou nada, ficou tudo destruído”, referiu, adiantando que o armazém, “clandestino e que já tinha recebido ordem para encerrar, fica situado junto à casa da família proprietária de uma fábrica de pirotecnia, instalada a cerca de dois quilómetros do local”.

Segundo aquele morador, a explosão foi sentida na cidade de Vigo, a cerca de 30 quilómetros. “Uns amigos telefonaram-me de Vigo e disseram que sentiram a explosão, relatando mesmo que a casa em que vivem tinha estremecido”, adiantou.

A Guardia Civil espanhola está a criar um perímetro de segurança em torno do armazém de pirotecnia por suspeitar da existência de mais material por rebentar, disse fonte dos bombeiros de Valença.

Segundo o comandante Miguel Lourenço, estas informações foram dadas pela Guardia Civil e a corporação que comanda está neste momento a “atacar pequenos focos de incêndio que surgiram na sequência da explosão”, nas proximidades do armazém.

O comandante disse que entre 15 a 20 casas ficaram totalmente destruídas com a explosão em Tui que foi sentida “num raio de seis/sete quilómetros”.

De acordo com o Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, às 15h26 foram acionados os bombeiros voluntários de Valença, no total de 13 operacionais e cinco viaturas para apoio aos meios espanhóis que se encontram no terreno.

Para o local foram também acionados bombeiros de Morrazo, Ribadumia, Baixo Miño, assim como as polícias locais de Porriño e Tui, helicópteros e várias ambulâncias.

Your Header Sidebar area is currently empty. Hurry up and add some widgets.