O inquérito instaurado a um enfermeiro diretor designado pelo Governo, há um ano, para a administração da Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM) por suspeita de assédio sexual foi arquivado sem qualquer sanção disciplinar, foi hoje divulgado.
Em comunicado enviado à agência Lusa, o advogado do enfermeiro refere que o arquivamento, mais de um ano depois de instaurado o inquérito por assédio sexual em contexto laboral, foi hoje comunicado, “laconicamente, por e-mail”.
“O conselho de administração delibera concordar com o arquivamento do processo de inquérito, por não se terem provado os atos que estiveram na origem da sua instauração, não havendo lugar à aplicação de qualquer sanção disciplinar”, lê-se no comunicado do advogado do enfermeiro.
O processo de inquérito interno com caráter de urgência foi instaurado a 31 de janeiro de 2025.
No mesmo dia, o lugar do enfermeiro foi colocado à disposição.
No comunicado hoje enviado à Lusa, o advogado adianta que o enfermeiro “manifesta, agora, a sua total disponibilidade para assumir tal cargo”.
A defesa do enfermeiro no hospital de Ponte de Lima, que foi designado em Conselho de Ministros para um mandato de três anos como enfermeiro diretor do conselho de administração da ULSAM, critica a demora do desfecho deste caso que foi sujeito a um inquérito interno “com caráter de urgência”.
Segundo o advogado do enfermeiro, a deliberação por deliberação da administração da ULSAM, foi tomada, em reunião, na última quinta-feira.
“Conforme agora tivemos conhecimento e contrariamente ao que foi noticiado, quem impulsionou o dito processo de inquérito com caráter de urgência foi um terceiro médico a prestar serviço na ULSAM, cujas reais intenções se mostram evidentes. Desde o dia 31 de janeiro de 2025, o nosso representado manteve silêncio, para preservar o bom nome da ULSAM”, acrescenta a nota.










