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Novo capitão do porto de Caminha preocupado com tráfico de droga no rio Minho

O novo capitão do porto de Caminha, Ferraz Fernandes, que hoje tomou posse, afirmou que o tráfico de droga no rio Minho vai continuar a ser uma preocupação que combaterá em colaboração com as entidades portuguesas e espanholas.

“Será uma preocupação pelos recentes acontecimentos quer em Lanhelas, quer em Moledo”, afirmou, referindo-se às duas lanchas rápidas que foram encontradas naqueles locais, associadas ao tráfico de droga.

A cerimónia de tomada de posse decorreu no Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, Caminha, distrito de Viana do Castelo.

Ferraz Fernandes assumiu também as funções de comandante da Polícia Marítima (PM)de Caminha, por inerência do cargo e por se tratar de um rio internacional, passa a integrar a comissão internacional de limites e a comissão permanente de gestão do Troço Internacional do Rio Minho (TIRM).
O capitão acrescentou que “os meios são adequados” para o combate àquela atividade ilícita.

“Com o decorrer do tempo, veremos se há necessidade ou não de ajustar o dispositivo”, sublinhou, destacando a colaboração que as autarquias de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção e Melgaço, forças policiais portuguesas e a Armada espanhola têm disponibilizado nesta questão.

Natural de Caminha, o novo capitão do porto e comandante da PM regressa à terra natal 27 anos depois de ter partido para se tornar oficial da Marinha. Garante que, apesar de conhecer o concelho, a missão que hoje assumiu vai ser “um desafio exigente”.

Ferraz Fernandes rende o capitão Vieira Pereira que terminou uma comissão de serviço de três anos no porto de Caminha e que, durante cerca de quatro meses, assumiu a capitania de Viana do Castelo.

A tomada de posse de Ferraz Fernandes contou, entre outros, com a presença do subdiretor-geral da Autoridade Marítima Nacional (AMN) e 2.º comandante-geral da Polícia Marítima.

O contra-almirante Domingos Vaz sublinhou o “desafio exigente” que o novo capitão vai enfrentar, entre outros fatores, pela “crescente exigência na proteção dos recursos naturais, pelo combate às atividades ilícitas, em particular ao narcotráfico via marítima, e pelo aprofundar da cooperação com as autoridades espanholas”.

A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, destacou o “excelente trabalho” desenvolvido pelo capitão Viera Pereira, a quem hoje atribuiu “a medalha de mérito de Caminha, grau ouro”.

“Nos últimos 10 meses passámos muito tempo juntos, porque tivemos naufrágios, afogamentos, barcos a dar à costa, a queda do paredão de Moledo. Tivemos de decidir sobre o avanço da construção da estação salva-vidas com um apoio de 50% da Câmara. Este trabalho só foi conseguido porque há hoje uma grande articulação entre a autarquia e o capitão do porto de mar. Apesar de tantas desgraças, conseguiu-se tanto em tão pouco tempo”, frisou a autarca social-democrata.

A área de jurisdição da capitania de Caminha abrange os concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção e Melgaço.

O rio Minho nasce a uma altitude de 750 metros na serra de Meira, na Comunidade Autónoma da Galiza, e percorre cerca de 340 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico.

Foto: Mar das Margaridas