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Paulo Ventura reage à polémica: “Ficaremos sempre focados na música”

A organização do CA Vilar de Mouros reagiu à polémica gerada pela atuação das Lambrini Girls, na passada terça-feira, depois de o duo punk britânico ter apresentado no palco uma projeção com uma mensagem dirigida ao partido CHEGA.

Em declarações exclusivas à Altominho TV, Paulo Ventura, diretor do festival, sublinhou que a organização pretende manter-se afastada da polémica e centrada na vertente musical do evento.

“O Vilar de Mouros é um festival de música e sempre foi sobre a música”, afirmou o responsável. “Nós, enquanto organização do Festival, optamos por ficar focados na música. Ficaremos sempre focados na música”, acrescentou.

Paulo Ventura reforçou ainda que é a música que está na base da relação entre o festival e o público. “É a música que nos dá o público fantástico que temos. Para nós será sempre a música e nada mais que a música”, concluiu.

A atuação das Lambrini Girls motivara anteriormente uma reação de André Ventura, líder do CHEGA, que criticou a mensagem apresentada pela banda durante o concerto.

A presidente da Câmara de Caminha, Liliana Silva, também repudiou o episódio. “Demarco-me completamente desta situação que considero inadmissível”, afirmou a autarca, embora tenha igualmente criticado os “aproveitamentos políticos” em torno do caso.

“O festival de Vilar de Mouros não tem partido nem cores. Pertence ao concelho de Caminha”, defendeu Liliana Silva, considerando que a utilização do palco por artistas para “insultar seja o que for” é “atentatório da liberdade, do respeito e da sã convivência” que pretende que caracterizem o festival.

O CA Vilar de Mouros prossegue esta quinta-feira com os Kasabian como cabeças de cartaz. Kula Shaker, que se estreia em Portugal, Kaiser Chiefs e The Lathums completam o alinhamento da terceira noite do festival minhoto.

Fotos: DR