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Viana do Castelo quer construir centro de energias e tecnologias oceânicas por 5,1ME

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje um protocolo entre o município, o politécnico e a associação Sustermare para a construção de um centro para investigação das energias e tecnologias oceânicas, orçado em 5,1 milhões de euros.

O projeto vai ser candidatado ao programa Norte 2030, sendo que o investimento global previsto é de 5.126.434,96 euros, com IVA, cabendo ao município de Viana do Castelo os encargos relativos à construção e fiscalização, no valor de 3.904.847,89 euros, com IVA.

O projeto de arquitetura e especialidades ficará a cargo do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), num investimento de 123 mil euros, cabendo ao Sustemare – Centro de tecnologia e Inovação em Energias e Tecnologias Oceânicas, com sede na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), 1.098.587,06 euros para equipamentos e revisão do projeto.

O protocolo de cooperação, hoje aprovado por unanimidade em reunião ordinária do executivo municipal, “tem por objeto estabelecer o quadro de cooperação entre as partes, designadamente quanto à construção da infraestrutura física, ao modelo de governança, ao desenvolvimento de atividades científicas, tecnológicas e de inovação, à transferência de conhecimento e à sustentabilidade financeira e operacional”.

O centro será implantado em terrenos do IPVC, mediante constituição de direito de superfície a favor da Câmara Municipal, pelo prazo de 30 anos.

O protocolo destaca que o “Município de Viana do Castelo promove o desenvolvimento territorial, económico, científico e tecnológico, nomeadamente através da criação de infraestruturas de investigação e inovação”, a Associação Sustemare “promove a investigação, desenvolvimento tecnológico e transferência de conhecimento, em áreas de relevância estratégica para a região e o IPVC, enquanto instituição de ensino superior, possui competências científicas, infraestruturas e recursos humanos que podem contribuir para o sucesso do centro”.

A construção do edifício “é componente essencial, mas integradora de um conjunto mais amplo de ações, incluindo governança, recursos humanos, operação, sustentabilidade financeira e articulação com o Norte 2030”.

A infraestrutura a construir corresponde a um edifício de dois pisos, com área bruta de construção acima do solo de cerca de 2.811 metros quadrados, incluindo salas, gabinetes, laboratórios, instalações sanitárias e áreas em ‘open space’.

Após a conclusão da empreitada de construção da infraestrutura, a Câmara de Viana do Castelo “cederá a gestão do edifício à Sustemare, pelo prazo do direito de superfície, para os fins previstos no presente protocolo, em conformidade com o estatutos da Sustemare e do disposto na candidatura apresentada ao Norte2030, sem quaisquer ónus adicionais para esta última”.

A vereadora Joana Ranhada, em representação dos três vereadores do PSD, salientou que “é precisamente este tipo de investimento que pode criar emprego qualificado, gerar inovação, captar empresas e contribuir para fixar talento no nosso concelho.

“O PSD vê este projeto com ambição. Mas entendemos também que a ambição deve caminhar sempre lado a lado com o rigor e a transparência”, frisou.

O vereador do Chega apoia a construção do centro, mas questionou o valor do investimento.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre (PS), referiu que “se não houver financiamento comunitário abdicará de outras obras na cidade para ser executado” o centro.

Fotografia: Município de Viana do Castelo