O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Rui Teixeira, defendeu hoje que a liberdade continua a exigir um “compromisso permanente”, alertando para os desafios contemporâneos que se colocam às sociedades democráticas. A posição foi expressa durante a sessão solene evocativa da Revolução dos Cravos, que assinalou os 52 anos do 25 de Abril.
No seu discurso, o autarca destacou que o contexto atual é marcado por instabilidade social, política e económica, bem como por um cenário internacional de conflitos e crescente globalização. Paralelamente, sublinhou o impacto das redes sociais na forma como as pessoas comunicam, pensam e influenciam, apontando tanto oportunidades como riscos associados a estas plataformas.
Entre os principais desafios identificados, Rui Teixeira referiu a rapidez da disseminação da informação, a pressão exercida sobre os jovens por padrões considerados irrealistas e a dificuldade em distinguir conteúdos fiáveis num ambiente digital acelerado. “Por vezes, a própria liberdade corre o risco de se transformar numa ilusão de escolha”, afirmou, acrescentando que a precariedade laboral, o acesso à habitação e a incerteza económica contribuem para um sentimento generalizado de instabilidade.
Perante este cenário, o presidente da autarquia defendeu que a defesa da liberdade exige mais do que a sua evocação simbólica, implicando a criação de condições para que as novas gerações a possam viver plenamente. Nesse sentido, destacou a importância da educação para a cidadania, do pensamento crítico e da autonomia individual.
Rui Teixeira sublinhou ainda a responsabilidade das instituições públicas em preservar e atualizar os valores associados ao 25 de Abril — como a liberdade, a igualdade, a solidariedade e a justiça —, considerando-os fundamentais para a construção de uma sociedade mais equilibrada. Defendeu também a necessidade de proporcionar oportunidades concretas aos jovens, permitindo-lhes desenvolver competências, enfrentar desafios e participar ativamente na vida democrática.
A intervenção terminou com um apelo à valorização do papel das novas gerações, apontando-as como elemento central na consolidação da democracia. Segundo o autarca, “não há futuro sem jovens, nem jovens sem liberdade”, sublinhando a interdependência entre ambos no desenvolvimento da sociedade.










