Docentes das seis Escolas da UNIPVC partem, nas próximas duas semanas, para missões de capacitação na Aalto University, na Finlândia, e na Aalborg University, na Dinamarca, com um compromisso definido à partida: cada docente participante terá de aplicar, em pelo menos uma unidade curricular, aprendizagens resultantes da experiência internacional.
As duas missões integram o plano de capacitação internacional desenvolvido pela Universidade Politécnica de Viana do Castelo, no âmbito do EPIC – Excelência Pedagógica e Inovação em Cocriação, financiado pelo PRR, e serão acompanhadas pela pró-reitora para a Inovação Pedagógica e Flexibilidade Curricular da UNIPVC, Ana Teresa Oliveira.
A UNIPVC, deu hoje nota que “em cada deslocação irá participar um docente de cada uma das seis Escolas Superiores da UNIPVC. As equipas serão diferentes nas duas missões, alargando o número de docentes diretamente envolvidos no contacto com diferentes modelos e práticas internacionais de inovação pedagógica”.
A primeira missão decorre na Aalto University, na Finlândia, onde a equipa da UNIPVC vai contactar com modelos de cocriação e inovação interdisciplinar, desenvolvimento de currículos orientados para desafios reais e formas de colaboração com parceiros.
A produção de protótipos e o trabalho entre diferentes áreas disciplinares integram igualmente as dimensões a explorar durante a deslocação.
Na semana seguinte, uma nova equipa seguirá para a Aalborg University, na Dinamarca, instituição onde serão aprofundadas as metodologias Problem-Based Learning e Project-Based Learning.
A organização de programas assentes em problemas e projetos, a interdisciplinaridade, a supervisão, a ligação a desafios societais, a investigação orientada para o impacto e a cooperação com parceiros externos estarão entre as áreas de trabalho.
A missão à Dinamarca contará ainda com a participação de Sérgio Lopes, diretor-geral do CiTin – Centro de Interface Tecnológico Industrial, numa vertente dedicada à transferência de conhecimento, metodologias e aprendizagens e à sua aplicação em contextos de inovação.
O regresso das equipas é uma componente central deste modelo de capacitação. A participação nas missões implica o compromisso de cada docente transferir aprendizagens da experiência internacional para, pelo menos, uma unidade curricular em que leciona, permitindo experimentar e adaptar novas abordagens aos diferentes contextos de ensino da UNIPVC.
Nas duas missões que agora se realizam estarão envolvidos 12 docentes das seis Escolas, prevendo-se que as aprendizagens adquiridas tenham aplicação em 14 unidades curriculares de 14 cursos.
Considerando uma média de 45 estudantes por unidade curricular, estima-se que cerca de 630 estudantes possam ser diretamente abrangidos pelas práticas resultantes desta capacitação.
A dimensão do impacto aumenta quando se considera o conjunto do plano de capacitação internacional. Somando às missões da Finlândia e Dinamarca as já realizadas na Irlanda e no Japão, a aplicação das aprendizagens deverá chegar a 28 unidades curriculares e 28 cursos, envolvendo potencialmente cerca de 1260 estudantes.
Para Ana Teresa Oliveira, é nesta capacidade de transformar o conhecimento adquirido que reside uma das dimensões fundamentais das missões. “Estas experiências não foram pensadas como visitas isoladas a instituições internacionais. Queremos que aquilo que observamos, discutimos e experimentamos fora tenha tradução concreta na UNIPVC. No caso dos docentes, existe o compromisso de aplicar as aprendizagens em, pelo menos, uma unidade curricular, mas queremos também potenciar a transferência de conhecimento, metodologias e práticas para outras dimensões da nossa relação com a inovação e com o território. O verdadeiro valor destas experiências mede-se naquilo que conseguimos transformar depois do regresso.”
As deslocações à Finlândia e à Dinamarca dão continuidade a um percurso de capacitação internacional que já passou este ano pela Irlanda e pelo Japão. Na Irlanda, elementos da UNIPVC participaram em atividades na Dublin City University e na Munster Technological University, aprofundando áreas como criatividade, imaginação e pensamento de futuros, Desenho Universal para a Aprendizagem, transformação curricular e aprendizagem ao longo da vida.
No conjunto, as missões internacionais do EPIC procuram fazer da capacitação das equipas um instrumento de transformação das práticas pedagógicas, promovendo a circulação do conhecimento adquirido e a sua aplicação na Universidade.
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