A GNR registou mais de 2.400 crimes de maus-tratos e abandono de animais de companhia entre 2024 e o primeiro semestre de 2026. Os dados são divulgados no âmbito do Dia Internacional do Animal Abandonado, assinalado a 15 de agosto, numa altura em que as autoridades alertam para o aumento deste tipo de ocorrências durante o período de férias.
Segundo a GNR, entre janeiro de 2024 e junho de 2026 foram registados 1.536 crimes de maus-tratos e 921 crimes de abandono, num total de 2.457 ocorrências. No mesmo período, a Guarda deteve 28 pessoas, identificou 1.449 suspeitos e constituiu 432 arguidos por crimes relacionados com animais de companhia.
Os dados revelam uma ligeira redução dos casos de abandono ao longo dos últimos anos, mas evidenciam que os meses de julho e agosto continuam a concentrar o maior número de ocorrências. Só nestes dois meses são registados 142 casos, o equivalente a 38,1% do total anual, uma realidade frequentemente associada às deslocações e ausências prolongadas durante as férias de verão. Cães e gatos continuam a ser as espécies mais afetadas.
A GNR lembra que a adoção de um animal representa um compromisso permanente e sublinha que, perante a impossibilidade temporária de cuidar do animal durante as férias, existem alternativas, como alojamentos próprios ou o apoio de familiares e amigos. O abandono, reforça a Guarda, nunca pode ser encarado como uma solução.
A análise territorial das ocorrências aponta os distritos de Braga, Setúbal, Porto e Lisboa como aqueles onde se registam mais crimes de abandono e maus-tratos, situação que as autoridades associam também à maior densidade populacional destas regiões.
Através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), a GNR mantém a vigilância e investigação deste tipo de crimes e recorda que denúncias relacionadas com maus-tratos ou abandono podem ser comunicadas através da Linha SOS Ambiente e Território, do portal institucional da Guarda ou por correio eletrónico. A força de segurança reforça ainda que o abandono e os maus-tratos a animais de companhia constituem crimes puníveis por lei e apela à adoção responsável e ao respeito pelo bem-estar animal.
Foto: Altominho TV










