Trinta e quatro pesssoas, das quais 18 crianças, residentes no cais do rio Minho foram realojadas “por precaução”, devido ao risco de cheia que se mantém pelo menos até terça-feira, disse fonte da Proteção Civil.
À Lusa, a mesma fonte explicou que, na mesma zona do acampamento onde residem as famílias “ficaram ainda 13 adultos e 10 crianças”, por estarem “numa cota superior” e “sem risco de cheia”, junto ao rio Minho, em Valença, no distrito de Viana do Castelo.
O realojamento aconteceu na noite de quinta para sexta-feira e deve manter-se enquanto houver a possibilidade de cheias, prevista para terça-feira e dependente das descargas da barragem da Frieira, em Espanha, acrescentou.
As famílias retiradas do local foram realojadas em “contentores provisórios”, explicou, assinalando que o trabalho foi desenvolvido em articulação com os serviços de apoio social do município.
A fonte da Proteção Civil esclareceu que, habitualmente, estas famílias “costumam ficar numa junta de freguesia” em situações do género.
A opção pelos contentores foi feita para não perturbar o funcionamento escolar e as eleições [Presidenciais, que se realizaram no domingo].
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o distrito de Viana do Castelo vai estar sob avisos de precipitação de nível laranja a partir de terça-feira.
De acordo com o IPMA, na terça e na quarta-feira, Portugal continental vai assim ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua.
“Para dia 10 [terça-feira] já foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e dai o nível laranja de precipitação”, indicou hoje a meteorologista Ângela Lourenço.
Estes episódios com precipitação mais intensa, “em particular o dia 11 [quarta-feira], poderão ser acompanhados com vento”.
“Não se espera que dia 10 [terça-feira] tenha um vento muito forte, mas em todo o caso estas situações trazem sempre rajadas mais fortes nas terras altas”, disse.
Ângela Lourenço adiantou que a partir de quinta-feira está previsto um ligeiro desagravamento.
“Mas em todo o caso vai continuar sempre a ocorrer precipitação e o vento a soprar com alguma intensidade. No fim de semana é possível que haja aqui talvez o abrandamento da ocorrência da precipitação”, observou.
No que diz respeito às temperaturas, segundo Ângela Lourenço, vão estar acima do normal para a época do ano, para o mês de fevereiro.
A partir de quinta-feira, segundo a meteorologista do IPMA, está prevista uma significativa descida das temperaturas.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.










