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Doze mortos em mais de 3400 acidentes durante a campanha de Natal

Doze pessoas morreram em 3 426 acidentes rodoviários registados entre 18 e 26 de dezembro de 2025, período correspondente à campanha de Natal, segundo dados divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Apesar do número de vítimas mortais, a sinistralidade rodoviária apresentou uma redução face ao mesmo período de 2024.

De acordo com o balanço, o número de mortos diminuiu em 20%, menos três do que no ano anterior. Também se registou uma descida no número de feridos graves, que totalizaram 68 (menos 12), e de feridos ligeiros, que foram 929 (menos 232). O número total de acidentes registou igualmente uma redução de cerca de 5%, menos 193 ocorrências face a 2024.

As vítimas mortais resultaram de acidentes ocorridos nos distritos de Aveiro (2), Beja (1), Braga (1), Leiria (2), Lisboa (2), Porto (2) e Santarém (2). Nos restantes distritos do país, bem como nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, não se registaram mortes, tendo sido cumprido o objetivo de zero vítimas mortais.

Cerca de 40% das mortes ocorreram na rede municipal, nomeadamente em arruamentos e estradas municipais, enquanto aproximadamente 60% tiveram lugar na rede rodoviária nacional, em estradas nacionais e itinerários complementares.

Relativamente à tipologia dos acidentes, os despistes foram responsáveis por metade das vítimas mortais, num total de seis mortes, envolvendo sobretudo veículos ligeiros e um motociclo. Registaram-se ainda quatro colisões, que causaram quatro mortes, e dois atropelamentos, responsáveis por duas vítimas mortais.

As 12 vítimas mortais tinham idades compreendidas entre os 18 e os 88 anos, sendo 10 do sexo masculino e duas do sexo feminino.

No âmbito da fiscalização rodoviária, durante a campanha de Natal foram fiscalizados ou controlados 702 849 veículos. As forças de segurança (GNR e PSP) realizaram fiscalização presencial a 78 666 veículos e condutores, tendo sido registadas 13 235 infrações, o que corresponde a uma taxa de infração de 1,9%.