O AECT Rio Minho organizou ontem, na Escola Superior de Ciências Empresariais do IPVC, em Valença, a jornada “Rio Minho 2030: nova estratégia, novas ações partilhadas”, com o objetivo de apresentar a revisão da Estratégia Rio Minho 2030. O evento, que reuniu autarcas portugueses e galegos, assim como técnicos municipais, visou alinhar as ações para o futuro da região transfronteiriça, considerando o novo quadro europeu 2021-2027.
O encontro destacou a atualização da estratégia, com um foco particular no estado ambiental do rio Minho, cuja qualidade e governação continuam a ser preocupações centrais para as autoridades locais. A ideia de fortalecer o rio como um recurso comum foi amplamente defendida, com a intenção de promover a colaboração entre os dois lados da fronteira.
A jornada contou também com a apresentação da 8.ª convocatória do POCTEP 2021-2027, programa que visa financiar projetos de cooperação transfronteiriça, permitindo o desenvolvimento conjunto de iniciativas em diversas áreas. Durante as sessões de trabalho participativas, foram discutidos os cinco eixos fundamentais da nova estratégia: infraestrutura verde e azul, governação transfronteiriça, cultura e identidade partilhadas, mobilidade sustentável, e economia e mercado de trabalho integrados. A importância de um desenvolvimento harmonioso e sustentável foi reiterada por todos os intervenientes.
José Manuel Vaz Carpinteira, diretor do AECT Rio Minho, salientou a ambição de tornar a região mais unida e integrada, destacando a necessidade de atenuar as barreiras burocráticas entre Portugal e Espanha. “Queremos que esta seja uma região cada vez mais partilhada e mais unida”, afirmou, reforçando a ideia de que o trabalho conjunto é fundamental para o sucesso da estratégia.
O evento foi cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do POCTEP VI-A 2021-2027, no âmbito do projeto REDE_GOV_MINHO, que visa fortalecer a colaboração entre as autoridades portuguesas e espanholas na gestão do território transfronteiriço.
A jornada constituiu, assim, mais um passo importante para consolidar a parceria e o desenvolvimento sustentável da região do rio Minho, sempre com a preservação ambiental e a cooperação internacional como pilares centrais.










