Inês Areia, mestre em Gerontologia Social pela Escola Superior de Educação do Politécnico de Viana do Castelo, foi distinguida com o Prémio Nacional de Investigação da Associação Promotora do Ensino para Cegos. A dissertação aborda, de forma inédita em Portugal, a antecipação do envelhecimento em adultos de meia-idade com deficiência visual.
O estudo procura compreender como adultos na meia-idade com incapacidades sensoriais vivem essa fase da vida e antecipam o envelhecimento. É, segundo a APEC, o primeiro trabalho académico em Portugal a focar-se nesta realidade. “Este tema toca-me pessoalmente. Eu própria vivo com uma incapacidade visual e quis, através da minha investigação, dar voz a outras pessoas com experiências semelhantes. Depois eu sempre gostei muito de pessoas em geral e perceber todo o ciclo de vida é algo que me fascina”, sublinha Inês Areia, natural de Esposende.
“Receber este prémio foi muito gratificante. É o reconhecimento de que vale a pena lutar por temas que ainda são pouco falados, mas que fazem toda a diferença para quem os vive todos os dias”, remata Inês Areia.
A Associação Promotora do Ensino para Cegos (APEC) é uma IPSS que trabalha em prol dos direitos e inclusão de cerca de 35 mil pessoas cegas e 590 mil com baixa visão em Portugal, segundo dados da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia.










