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A28 cortada por fogo que lavra em Caminha

A autoestrada A28 está cortada desde cerca das 16h00, em Caminha, devido a um incêndio que começou em Vilar de Mouros, passou para Lanhelas e chegou ao concelho vizinho de Vila Nova de Cerveira, disse o presidente da Câmara.

Em declarações, o presidente Miguel Alves disse que, “neste momento, a preocupação é o lugar de Couto, na freguesia de Lanhelas”.

“Não por estar em cima das casas, mas por estar no cimo da encosta que leva à povoação e não há maneira de entrar na floresta naquele declive. Temos de esperar. O mais angustiante é ter de dizer às pessoas que temos de esperar. Estão no terreno todos os homens e meios que podem estar”, adiantou.

O autarca de Caminha referiu que “em Vila Nova de Cerveira o fogo avança com força e velocidade impressionante em zona florestal, no monte de Goios”.

“Vai levar algum tempo a combater este fogo porque não vejo como se possa travar com os meios terrestres”, especificou.

Miguel Alves referiu que durante a tarde, em Caminha “houve casas em risco no lugar de Ranha e em Vilar de Mouros, mas foi criada, pelos bombeiros, uma cintura de proteção que impediu o pior”.

Cerca das 15h30 uma empresa de pirotecnia “também esteve em risco, mas com o apoio da cisterna da Junta de Freguesia de Lanhelas e dos Bombeiros de Caminha foi possível travar as chamas”.
“É preciso sublinhar que a limpeza que o proprietário fez na envolvente da empresa foi determinante para travar o fogo até que os meios de combate chegassem ao local”, apontou.

Segundo Miguel Alves, “o primeiro foco em Vilar de Mouros foi prontamente extinto pelos sapadores municipais e tivemos logo o apoio das cisternas da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros”.

Logo que esse fogo foi extinto surgiram outros focos, noutras zonas, não muito longe e o mesmo aconteceu ao longo do desenvolvimento do fogo, foram aparecendo focos.

De acordo com informação disponível na página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 18h42, o fogo estava a ser combatido por 112 operacionais, apoiados por 29 viaturas.

Portugal continental está em situação de contingência até às 23h59 de sexta-feira devido às previsões meteorológicas, que apontam para o agravamento do risco de incêndio, com temperaturas que podem ultrapassar os 45º em algumas partes do país.

A situação de contingência corresponde ao segundo nível de resposta previsto na lei da Proteção Civil e é declarada quando, face à ocorrência ou iminência de acidente grave ou catástrofe, é reconhecida a necessidade de adotar medidas preventivas e ou especiais de reação não mobilizáveis no âmbito municipal.

A maioria dos distritos de Portugal continental estão sob aviso vermelho, o mais grave, devido ao tempo quente, com mais de uma centena de concelhos em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.