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ROMARIA D'AGONIA

Códigos de barra na cidade de Viana conduzem romeiros à Romaria d’Agonia

Na cidade de Viana do Castelo, há códigos de barras bidimensionais, habitualmente designados ‘QR Code’, que permitem levar os romeiros numa “boleia virtual” pelos principais números da Romaria d’Agonia.

Em comunicado, a Comissão de Festas da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia adiantou um desses pontos é o posto principal de informação sobre a edição 2021 que está instalado nos Antigos Paços do Concelho, na Praça da República, ex-líbris da cidade.

Um ‘QR Code’ de mais de meio metro quadrado permite, através de uma câmara de um telemóvel ligado à Internet, aceder à página oficial da Romaria d’Agonia, e a todos os conteúdos e informações disponíveis sobre a romaria que, este ano, volta a realizar-se “essencialmente sem aglomerações, devido à pandemia”.

Naquele posto de informação, os romeiros têm acesso a outros sete ‘QR Code’ que “dão acesso de imediato a conteúdos sobre outros momentos emblemáticos da Romaria, realizados em anos anteriores, com vídeos e fotografias, mas também a explicação e enquadramento de cada um deles”, nomeadamente, os tapetes floridos da ribeira de Viana do Castelo, a revista de Gigantones e Cabeçudos, a procissão ao mar, o desfile da Mordomia, ou o Vamos para o Festival, o cortejo histórico-etnográfico e a procissão solene.

“São conteúdos, vídeos e fotografias, de uma tradição que não tem paralelo, mas literalmente para levar na mão para todo o lado, de forma virtual”, explicou António Cruz, presidente da Comissão de Festas, citado na nota.

Noutro ponto da cidade, no Jardim Público, a exposição “Memórias da Romaria d’Agonia” percorre a festa, essencialmente com imagens, de 1750 a 2020, mostrando a evolução, adaptação e em alguns casos a transformação ao longo do tempo.

“Organizada por décadas, a exposição não termina nos seus 16 painéis, já que através de outros 14 ‘QR Code’ é possível navegar nesses conteúdos, acedendo à plataforma criada em 2020 e que continua a crescer, alimentada com fotos, vídeos ou testemunhas da festa”, adianta o comunicado.

A exposição inclui “uma notícia de 1917 sobre o programa desse ano, os cartazes e as decorações de 1930, as imagens dos esboços dos carros alegóricos para o cortejo etnográfico de 1969”.

A mostra, “em formato físico e virtual, “recupera os momentos mais importantes ao longo da história da festa, mas partilha também esse conhecimento com as novas gerações, recordando momentos únicos vividos através das novas tecnologias”.

“Em 2020 utilizamos o modelo de sentir as festas à distância porque a pandemia não permitiu fazer mais. Mas adotamos novas ferramentas, como os conteúdos nas redes sociais ou através de QR Codes, para minimizar essa ausência. Como ainda vamos ter muitas restrições este ano, fazia todo o sentir reforçar a aposta nas novas tecnologias, ao mesmo tempo que levamos a Romaria para o futuro”, assume António Cruz.

No sábado, vai ser inaugurada a exposição “Memórias de um Povo: O Traje Popular Vianense, 1925 – 1960”, no Museu do Traje, com testemunhos de quase uma centena de idosos, entre os 65 e os 103 anos. A mostra procura dar a conhecer o uso dos vários tipos de trajes, entre 1925 e a década de 1950.

A Romaria d’Agonia vai decorrer este ano de 19 a 22 de agosto, com um programa que inclui momentos apenas ‘online’ e alguns com público, nomeadamente as eucaristias, a Festa do Traje ou os concertos do Canário e Amigos, dos Sons do Minho, da Orquestra Popular Sopro de Cordas de Outeiro e ainda o Festival de Folclore, seguindo as regras em vigor definidas pela Direção-Geral da Saúde.

Em 2021, a presidência da Comissão de Honra das Festas d’Agonia foi delegada na atriz Melânia Gomes.