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Autoagendamento dificulta plano vacinação em Viana do Castelo

O vereador da Saúde na Câmara de Viana do Castelo disse “não haver plano de vacinação que resista ao autoagendamento para a vacinação contra a covid-19 decidido por Lisboa”, mas garantiu uma “resposta adequada” ao problema”.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião camarária, a propósito da aprovação da constituição do Conselho Municipal de Saúde e fazendo um ponto de situação da vacinação no concelho de Viana do Castelo, Ricardo Rego admitiu “uma sobreposição de marcações com o autoagendamento, que gera uma afluência não prevista ao centro municipal de vacinação”.

“O nosso planeamento para a tarde de hoje era inocular 600 pessoas com a segunda dose da vacina. Na quarta-feira, fomos informados de que teríamos de vacinar mais 230 pessoas de autoagendamento. É difícil gerir o processo. Há dificuldade em fazer convergir as listagens das marcações com as do autoagendamento. O mais importante é agilizar e uniformizar os procedimentos”, defendeu Ricardo Rego.

Segundo o vereador com o pelouro da Saúde, no exterior do centro municipal de vacinação, instalado no pavilhão desportivo da Meadela, “esta situação leva a ajuntamentos”.

“É uma situação que tem sido reportada pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM)à Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N)”, referiu Ricardo Rego.

Segundo aquele responsável o centro municipal de vacinação tem capacidade para vacinar entre 1.200 e 1.400 pessoas.

“A Câmara está disponível para colaborar com a ULSAM no que for necessário”, referiu.
Ricardo Rego referiu que 32% dos 84.527 habitantes do concelho já receberam as duas doses da vacina contra a covid-19.

A medida visa dar continuidade ao aumento do ritmo de vacinação.

A ‘task force’ responsável pela coordenação do plano de vacinação salientou também o papel do sistema de autoagendamento pela Internet na intensificação da administração de vacinas, cuja marcação era anteriormente centralizada nos serviços de saúde, nomeadamente Administrações Regionais de Saúde (ARS) e Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES).

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3,5 milhões de mortos no mundo, resultantes de mais de 168,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.022 pessoas dos 847.006 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.