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Passagem pedonal inferior à linha férrea em Vila Praia de Âncora abre na segunda-feira

A travessia pedonal inferior da Linha do Minho na Travessa do Teatro, em Vila Praia de Âncora, vai abrir ao público na próxima segunda-feira, dia 26 de abril, coincidindo com as primeiras passagens de comboios elétricos naquela via.

Segundo a Câmara de Caminha, a travessia era “um anseio antigo das pessoas de Vila Praia de Âncora que conviviam mal com uma divisão entre a zona da praia e a parte interior da localidade”.

“Desde 2009, depois de a antiga REFER ter decidido encerrar a passagem pedonal que existia no local, a população demonstrou sempre a sua revolta e, por várias vezes, o muro que separava as duas partes da vila foi derrubado na calada da noite”, refere a autarquia em comunicado.

Em março de 2015, o presidente da autarquia reatou as relações com a REFER, que tinham sido cortadas pela sua antecessora Júlia Paula Costa, e conseguiu o compromisso do Governo de realizar aquela obra num valor superior a meio milhão de euros. Os trabalhos acompanharam a recente empreitada de modernização da Linha do Minho.

“Esta é uma história longa com final feliz. E é uma história com duas mensagens claras: vale a pena lutar pelo que acreditamos e o diálogo é sempre mais eficaz do que romper relações ou virar as costas às pessoas que nos podem ajudar. Poucos acreditavam em 2013 quando disse que Vila Praia de Âncora iria conseguir esta passagem inferior em segurança. Hoje, Vila Praia de Âncora conseguiu e está de parabéns”, referiu Miguel Alves, citado na nota enviada à imprensa.

A inauguração da renovada Linha do Minho vai decorrer na segunda-feira com uma viagem de comboio entre Viana do Castelo e Valença, onde marcarão presença o primeiro-ministro, António Costa, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, e os presidentes de Câmara de Viana do Castelo, Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença.

A empreitada de modernização da Linha do Minho no troço Viana-Valença corresponde a um investimento global de 18 milhões de euros e integra a candidatura submetida no âmbito do COMPETE 2020 que prevê um financiamento comunitário de 85%.