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Águas do Alto Minho lança a concurso obras de mais de 2,2 milhões de euros

A empresa de gestão das redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento Águas do Alto Minho (AdAM) lançou, esta quinta-feira, a concurso obras de mais de 2,2 milhões de euros em Valença, Caminha e Paredes de Coura.

De acordo com um dos dois procedimentos hoje publicados em Diário da República (DR), em causa estão as “empreitadas de execução para a remodelação de redes de abastecimento de água previstas no âmbito das candidaturas aprovadas ao abrigo do PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos nos municípios de Caminha, Paredes de Coura e Valença.

A empreitada hoje lançada a concurso público, pelo valor base de 1.679.000.00 euros, “tem como objetivo a remodelação de redes de distribuição de água nos municípios de Caminha, Paredes de Coura e Valença”.

Um outro anúncio lançado pela empresa com sede em Viana do Castelo, também hoje publicado em (DR), refere-se às “empreitadas de execução de sistemas de águas residuais” previstas numa candidatura ao PO SEUR, ao abrigo do Ciclo Urbano da Água, a realizar no município de Valença.

A empreitada, que tem como objetivo a execução de redes de águas residuais” na segunda cidade do distrito de Viana do Castelo, foi lançada a concurso público pelo valor base de 576.000.00 euros.

Também esta semana, em comunicado enviado à imprensa, a AdAM anunciou o início no concelho de Viana do Castelo da “empreitada para a execução do subsistema de saneamento em alta de Lanheses/Geraz do Lima, que “vai beneficiar três mil clientes da empresa”.

A intervenção prevê a instalação de “intercetores e estações elevatórias a montante da estação elevatória de Forcada, beneficiando as freguesias de Cardielos e Serreleis, Torre e Vila Mou, no município de Viana do Castelo, no que diz respeito ao tratamento das respetivas águas residuais”.

Trata-se de uma obra da responsabilidade da Águas do Norte, Grupo Águas de Portugal.
Na nota, a AdAM adiantou estarem em curso “as intervenções na rede de drenagem de águas residuais em baixa de Viana do Castelo (SAR Lanheses/Geraz do Lima), no valor de cerca de dois milhões de euros”.

Aquele investimento insere-se “no programa Ciclo Urbano da Água ao abrigo de uma candidatura ao PO SEUR, da responsabilidade da Câmara de Viana do Castelo, no âmbito da parceria com a AdAM”.

“A disponibilidade da rede aos munícipes está prevista para o final do ano de 2021. Estas obras irão beneficiar a população com a melhoria dos serviços básicos de saneamento, garantindo o encaminhamento para destino adequado das águas residuais geradas nessas freguesias, com qualidade e ajustado às necessidades de todos, melhorando um serviço que se reconhece como sendo um direito humano”, sustenta a empresa.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira, que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

A empresa foi constituída em 2019 e começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

A constituição da empresa tem sido contestada por vários partidos e pela população, que se queixam do aumento “exponencial” das tarifas e do “mau” funcionamento dos serviços, reclamando a sua reversão e a devolução da gestão daquelas redes a cada um dos municípios.

Para domingo, está marcada nova “manifestação cívica de protesto contra a AdAM e a posição assumida pelas autarquias envolvidas”, promovida por um movimento de cidadãos criado na rede social Facebook.